24/02/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

Com incêndio extinto no Pantanal, bombeiros fazem monitoramento na Serra do Amolar

Após oito dias do início da atuação do Corpo de Bombeiros, as equipes continuam no local para monitoramento e rescaldo

Publicado em 07/02/2024 11:31 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Para o deslocamento das equipes, a operação contou com esforço extra e apoio aéreo e fluvial. O combate ao fogo também ocorreu com empenho da aeronave ‘air tractor’, que conseguiu lançar água em locais onde os bombeiros em solo não conseguiam acessar.

O tenente Alexandre Araújo, engenheiro ambiental do Corpo de Bombeiros, explicou que desde o dia 29 de janeiro, quando os militares foram acionados, a ação contou com o trabalho de 18 bombeiros. “Os primeiros deles chegaram ao local via embarcação, demoraram mais de cinco horas desde Corumbá até acessar os pontos do incêndio”.

Após o reconhecimento da área, os bombeiros confirmaram que o acesso aos pontos do incêndio seria possível apenas por meio aéreo. “Só via aeronave de asa fixa (avião) e rotativa (helicóptero), para lançar água e colocar os militares nos locais estratégicos, uma vez que o terreno era alagado, solo de turfa (material orgânico em decomposição) e de difícil deslocamento terrestre”, disse o tenente Alexandre.

A área queimada ultrapassou 4 mil hectares e o controle das chamas foi possível devido a atuação coordenada por terra e ar.

“Nosso estado tem essa particularidade dos incêndios florestais. Nos últimos anos a gente tem acompanhando severas temporadas e o investimento do Governo do Estado tem sido maciço nesta área. Recentemente nós adquirimos duas aeronaves de combate a incêndio que são os nossos ‘air tractors’, de suma importância. A gente posiciona nossas guarnições no solo, onde é realizado o combate, e o avião faz o lançamento de água, o que facilita e efetiva muito a ação”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar, que realiza o monitoramento dos incêndios florestais no Estado.

O IHP (Instituto Homem Pantaneiro) informou que brigadistas da Brigada Alto Pantanal, também continuam na área, mesmo após o trabalho no solo – iniciado no dia 27 de janeiro – e por ar – iniciado pelo Corpo de Bombeiros na quinta-feira (1°) – a redução e extinção dos focos desde domingo (4).

Para contribuir no processo de recuperação da área, o Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim (MS), doou 580 mudas de plantas frutíferas – amora, mamão, pinha, laranja caipira, araçá e tamarindo -, que serão plantadas na região da Serra do Amolar.


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