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Mato Grosso do Sul

Com dengue em alta, Saúde reforça importância das salas de hidratação nas UBS’s

Mato Grosso do Sul já registrou 804 casos confirmados da doença

Publicado em 25/02/2025 9:44 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Em meio aos casos de dengue em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) reforça a importância das salas de hidratação como um componente vital no tratamento da doença.

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Esses espaços são fundamentais para o manejo clínico de pacientes diagnosticados com dengue, garantindo uma resposta rápida e eficaz, especialmente em situações em que a condição pode se agravar rapidamente e levar a complicações graves.

A hidratação adequada, fornecida nesses locais, é uma medida essencial para evitar a progressão da doença e garantir a recuperação dos pacientes, prevenindo possíveis desfechos fatais.

As salas de hidratação – cerca de 300 unidades espalhadas pelo estado – estão localizadas nas UBS´s (Unidades Básicas de Saúde), unidades que desempenham papel fundamental no tratamento de pacientes com dengue.

Quando a doença se apresenta de forma grave, a principal preocupação não é o sangramento, como muitos imaginam, mas a perda de líquidos dos vasos sanguíneos. “A inflamação intensa nos vasos sanguíneos faz com que o líquido, um componente vital do sangue, extravase, prejudicando a circulação de nutrientes e oxigênio para os órgãos, o que pode resultar em sérias complicações”, explica a médica infectologista, Andyane Tetila.

A hidratação adequada é a medida mais eficaz para prevenir a perda de líquidos ou repor o volume perdido, evitando a progressão da doença e garantindo o suporte necessário para a recuperação. Nesse contexto, as salas de hidratação são fundamentais para a rápida intervenção e estabilização do paciente.

No momento do atendimento, o paciente é classificado de acordo com o protocolo da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde nos grupos A, B, C ou D, conforme o quadro clínico. Com base nessa classificação, é determinado o tipo de hidratação necessária, seja oral ou intravenosa.

De acordo com a infectologista, pacientes com sinais de alarme, classificados no grupo C, precisam de internação e devem ser monitorados, recebendo hidratação endovenosa enquanto aguardam encaminhamento para o hospital. “Já os pacientes do grupo A, que necessitam apenas de hidratação oral, podem ser tratados com soro de reidratação oral, desde que tolerem. Para os do grupo B, a hidratação intravenosa é essencial, sendo seguidos para nova avaliação e exames”, acrescenta Andyane.

Além disso, as salas de hidratação também proporcionam alívio para as dores no corpo causadas pela febre ou pelo desconforto gerado pela doença, por meio da administração de analgésicos. Esse atendimento precoce e eficaz é fundamental para evitar a progressão para formas mais graves da doença, como a necessidade de internação ou até mesmo o óbito.

Com infraestrutura adequada e recursos suficientes, as salas de hidratação desempenham um papel importante na recuperação dos pacientes, prevenindo complicações e aliviando a pressão sobre os serviços de saúde.

MS já registrou 804 casos confirmados da doença

Mato Grosso do Sul já registrou 2.515 casos prováveis de Dengue, sendo 804 casos confirmados, em 2025. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 7ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (21). Segundo o documento, 1 óbito foi confirmado em decorrência da doença e outros 2 estão em investigação.

Nos últimos 14 dias, Japorã e Pedro Gomes registraram incidência média de casos confirmados para doença. Já o óbito registrado ocorreu no município Inocência.

Ainda conforme o boletim, 126.409 doses do imunizante já foram aplicadas para idade permitida na bula na população. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 207.796 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Chikungunya

Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 1.468 casos prováveis, sendo 130 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Não há óbitos registrados. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.

Confira os boletins:

Boletim Epidemiológico Dengue SE 07 – 2025
Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 07 – 2025

MS prevê R$ 13 milhões em ação que apoia mulheres chefe de família em situação de vulnerabilidade


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