26/02/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

Com apoio do Governo, sucroenergético de MS tem a 4ª maior produção de cana do Brasil

Com meta de crescer 9,5%, setor retoma fôlego e dá exemplo em economia verde

Publicado em 03/04/2023 1:06 - Semana On

Divulgação Gov MS

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Destaque em nível nacional. Assim o setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul tem expandido na produção, geração de empregos e competitividade. Este cenário tem o apoio do Governo do Estado, em programas importantes como “Renova MS” e na política de incentivos fiscais, trazendo novas empresas do setor. A produção de cana-de-açúcar já é a quarta maior do Brasil.

A Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de MS) divulgou os resultados da safra de cana-de-açúcar (2022/2023) que chegou a 43,5 milhões de toneladas, a quarta maior do Brasil. Isto significa um crescimento de 8% em relação ao ano passado, que registrou 40,9 milhões (toneladas).

A estimativa é que a safra 2023-2024 chegue a 47 milhões (toneladas), o que pode representar um crescimento de mais 10%. O diretor-executivo da Biosul, Érico Paredes, avalia que o setor sucroenergético está na sua terceira fase de expansão no Estado.

“O volume de chuva registrado nos últimos meses tem contribuído para a recuperação da produtividade dos canaviais em Mato Grosso Sul. Temos ainda a ampliação do parque industrial no Estado, e contamos com a chegada de novas unidades que devem entrar em operação”, afirmou Paredes.

A produção de etanol hidratado chegou a 1,6 bilhão de litros nesta safra e a de etanol anidro teve a marca de 904 milhões de litros, o que representa 21% a mais do que volume do ciclo anterior. No total a produção (etanol) chegou a 3,2 bilhões de litros, 33% maior que a safra passada.

“O setor sucroenergético possui mais de 20 unidades industriais no Estado, com geração de milhares de empregos. Ainda tem geração de energia limpa e etanol que exporta para o Brasil inteiro”, destacou o governador Eduardo Riedel.

Ele ponderou que o setor está robusto e consolidado no Estado. “Ainda dispõe de uma agenda sustentável importante, com boas práticas nas questões ambientais e sociais. Nos dá orgulho em ver um setor que se organizou e contribui com o Estado para ser carbono neutro até 2030”, completou.

Economia e empregos

O secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) destacou a relevância do setor na economia do Estado.

“Dispomos de 19 usinas operando no Estado. Hoje Mato Grosso do Sul já tem 860 mil hectares plantados de cana, já é a segunda cultura depois de soja e milho, e o foco tem sido na produtividade da cana, com melhorias nas tecnologias. Temos hoje ampliação e construção de novas usinas, como a retomada de Anaurilândia e a construção de uma nova (usina) em Paranaíba”, relatou Verruck.

Ainda citou que o setor tem a melhor “massa salarial” do Estado, gerando empregos nas cidades. “O salário médio é muito bom. Também tem impacto nos municípios, sendo o setor que mais emprega no Estado enquanto segmento industrial, com mais de 26 mil pessoas empregadas”.

Programas

Em apoio ao setor, o Governo do Estado lançou programas importantes, entre eles o “MS Renovável”, que tem a intenção de estimular a implantação e ampliação de sistemas geradores de energia a partir de fontes renováveis, como eólica, termossolar, fotovoltaica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, biogás, hidrogênio, entre outras.

O Estado já dispõe de 79% da sua matriz elétrica por meio das fontes renováveis, entre elas a biomassa da cana-de-açúcar.  O programa faz parte do projeto “MS Carbono Neutro”, que tem como meta tornar o Estado neutro em emissões até 2030.

Outra realidade no Estado é a produção de biogás e biometano a partir da vinhaça, que é um subproduto da cana-de-açúcar, sendo mais uma fonte alternativa sustentável. O Governo inclusive assinou uma resolução que trata da normatização e padronização da distribuição e aplicação da vinhaça, mostrando seu diferencial nas práticas sustentáveis.

Com meta de crescer 9,5%, o sucroenergético retoma fôlego

Com 18 usinas sucroenergéticas, 43 milhões de toneladas de cana-de-açúcar produzidas, 3,2 bilhões de litros de etanol e geração de 2,3 milhões de megawatts de energia a partir de biomassa que daria para abastecer toda a população do Estado, o setor socrualcooleiro de Mato Grosso do Sul consolida-se como um grande produtor de energia verde, limpa e sustentável. E prevê um crescimento de 9,5% nesta safra.

Todo este potencial foi apresentado no último dia 29 durante a Expocanas 2023, em Nova Alvorada do Sul. A feira em sua terceira edição vai até o dia 2 de abril e já é o maior evento do setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul, trazendo novidades e tecnologias no setor.

O secretário Jaime Verruck participou da abertura da feira juntamente com o governador Eduardo Riedel, o secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, o secretário-adjunto da Semadesc Ademar Silva Jr, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Rogério Beretta, o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, o diretor presidente da Biosul Érico Paredes, e o prefeito da cidade, José Paleari.

“O setor sucroenergético é de extrema relevância para o MS. São 18 usinas operando com etanol e açúcar com 860 mil hectares por ano. A cana é a cultura mais importante depois da soja e do milho em termos de plantio. Hoje a cana compete em arrendamento com a soja mas a gente nota que existe um pacto das usinas para melhorar as tecnologias. O Renova Bio chega hoje como uma injeção de recursos sustentáveis. Então tudo isto mostra o quanto é estratégico o setor sucroenergético quando se fala em mudança climática e descarbonização da economia”, enfatizou.

Verruck relembra que o setor, que há alguns anos o segmento que estava estagnado está retomando investimentos com a chegada de duas novas usinas uma em Anaurilândia e outra em Paranaíba. “Nós temos duas boas notícias para o setor que é a retomada da planta em Anaurilândia que era uma grande usina e estava parada e agora começa a operar e temos a construção de uma nova usina no município de Paranaíba que é a Pedra Agroindustrial. Então são dois novos empreendimentos retornando pra o setor sucroenergético”, citou.

Com relação ao evento, o secretário destacou o protagonismo do município com a realização do Expocanas. “Antes o Estado não tinha uma feira setorial e o município de Nova Alvorada abraçou esta causa e já é a terceira edição, agora muito mais robusta e estruturada com apoio do Governo do Estado”, acrescentou lembrando que hoje o foco é produtividade da cana e das usinas.

Importância na economia

Gerando 30 mil empregos diretos, o setor sucroenergético movimenta R$ 834 milhões em massa salarial. “Ou seja o setor sucroenergético é o que tem melhor massa salarial. Além disso quando chega uma usina no município aumenta a geração de empregos, movimentação no comércio e serviços. Então é uma atividade extremamente importante para o agronegócio, para os municípios em massa salarial e na chamada economia verde tão relevante para o Mato Grosso do Sul”, concluiu.

O governador Eduardo Riedel lembrou que a atividade é uma grande geradora de divisas. “O setor é robusto, consolidado, gera milhares de empregos e ainda tem uma agenda sustentável, de boas práticas”, avaliou Riedel.

Anfitrião do evento, o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, agradeceu ao Governo pelo apoio à feira e pelos investimentos na cidade. “Evento que vem para fazer história, trazer tecnologia e desenvolvimento ao Estado. Somos o quarto maior produtor de cana do Brasil. Isto é graças ao homem do campo, que move este País”.

Quem também falou foi o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, destacando que impressiona o Estado diferenciado que é Mato Grosso do Sul, e que o setor sucroenergético faz parte disto. “Somos destaque na produção e nas ações sustentáveis”.


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *