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Mato Grosso do Sul

Casos de Síndrome Respiratória Grave aumentam em MS e outros seis estados

Fiocruz alerta para alta de infecções em crianças e reforça importância da vacinação

Publicado em 14/03/2025 9:05 - Semana On

Divulgação Paulo Pinto - Abr

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A incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos tem aumentado de forma preocupante em seis estados brasileiros e no Distrito Federal, segundo o boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entre os locais mais afetados, Mato Grosso do Sul está na lista, ao lado de Pará, Roraima, Tocantins, Goiás, Sergipe e o próprio DF. O levantamento ressalta que a elevação nos casos pode estar associada a diferentes vírus, com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças até dois anos e o rinovírus em faixas etárias superiores.

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O avanço das infecções respiratórias acende um alerta não apenas para o público infantil, mas também para os idosos e imunocomprometidos, especialmente em estados como Mato Grosso e Tocantins, onde a covid-19 continua apresentando incidência moderada e tendência de crescimento. Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de retomar e intensificar estratégias preventivas, especialmente a vacinação.

Vacinação e uso de máscaras

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza que a vacinação segue sendo a principal ferramenta de proteção contra hospitalizações e óbitos, especialmente no caso da covid-19. Segundo a especialista, a recomendação é clara:

“Todas as pessoas dos grupos de risco devem estar em dia com a vacina. Idosos e pessoas imunocomprometidas precisam se vacinar a cada seis meses para não perderem a proteção. Já os demais grupos prioritários devem tomar a vacina uma vez por ano” (Tatiana Portella, Fiocruz).

Além da vacinação, Portella recomenda o uso de máscaras em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como forma adicional de conter a disseminação dos vírus respiratórios. Essa orientação segue princípios já estabelecidos durante a pandemia, mas que, com o relaxamento das medidas sanitárias, foram amplamente abandonadas pela população.

Mato Grosso do Sul e os desafios regionais

O Mato Grosso do Sul, um dos estados destacados no levantamento da Fiocruz, enfrenta desafios adicionais no combate às doenças respiratórias. A localização geográfica do estado, com intensas trocas populacionais devido à proximidade com Paraguai e Bolívia, favorece a circulação de vírus sazonais e novas variantes da covid-19. Além disso, fatores ambientais como queimadas no Pantanal e períodos de seca podem agravar os problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.

A rede hospitalar do estado também sente o impacto do aumento nos casos de SRAG, com maior demanda por leitos pediátricos e de UTI. Isso reforça a necessidade de planejamento e reforço nas campanhas de vacinação e prevenção, para evitar colapsos no sistema de saúde.

SRAG e Covid-19: um cenário nacional preocupante

Os dados do InfoGripe revelam que 10 das 27 unidades federativas apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo em Amapá, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Entre as capitais, nove cidades já registram sinais de aumento expressivo nos casos de SRAG, incluindo Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Macapá, Palmas, Porto Velho e Rio Branco. Esse cenário reforça a urgência de políticas públicas eficazes para conter o avanço das doenças respiratórias.

A alta da SRAG entre crianças e idosos não é um fenômeno isolado, mas reflete um problema estrutural de baixa cobertura vacinal e falta de adesão a medidas de prevenção. Em um país que já enfrentou crises sanitárias devastadoras, o desafio atual exige ações coordenadas entre governos, profissionais de saúde e sociedade civil.

O papel da sociedade na contenção da crise sanitária

Embora o avanço da SRAG e da covid-19 seja um problema de saúde pública, a solução passa pela consciência coletiva. A adesão às vacinas, o uso de máscaras em momentos críticos e o reforço da higiene pessoal são práticas simples, mas que podem salvar vidas.

O Brasil já demonstrou, durante a pandemia, que tem capacidade para conter surtos quando a população se mobiliza. O que está em jogo agora não é apenas o controle da SRAG, mas a preservação de um modelo de saúde pública eficiente e acessível a todos.

Em tempos de desinformação e negligência vacinal, cabe à ciência e ao compromisso social reafirmarem seu papel fundamental: proteger vidas e garantir que nenhuma criança ou idoso sofra por uma doença que poderia ser prevenida.

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