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Mato Grosso do Sul

Caso de Coqueluche em MS causa preocupação

Baixa taxa de cobertura vacinal contra a doença é motivo de alerta

Publicado em 03/09/2024 2:39 - Semana On

Divulgação Tânia Rêgo - Abr

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O primeiro caso de coqueluche em 2024 foi confirmado em Mato Grosso do Sul, envolvendo uma menina de um ano, moradora de Coxim, a 252 quilômetros de Campo Grande. Embora o caso seja isolado e não tenha ligação com o recente surto da doença em São Paulo, a confirmação do diagnóstico gerou preocupação entre as autoridades de saúde do Estado devido à baixa taxa de cobertura vacinal contra a coqueluche.

A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis, também conhecida como ‘tosse comprida’. A doença afeta a traqueia e os brônquios, causando crises intensas de tosse seca, seguidas por um som característico ao inspirar, conhecido como guincho inspiratório.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), nos últimos três anos, Mato Grosso do Sul registrou mais de 80 casos suspeitos de coqueluche, sendo 19 em 2021, 21 em 2022 e 34 em 2023. Até o momento, em 2024, foram contabilizados 16 casos suspeitos, com uma confirmação. No ano passado, o Estado registrou quatro casos confirmados, após um surto na Bolívia, país que faz fronteira com Mato Grosso do Sul. Naquela ocasião, apenas 57,88% da população vulnerável estava vacinada com a DTPa, imunizante contra difteria, tétano e coqueluche, abaixo do índice recomendado pelo Ministério da Saúde.

O Que é Coqueluche?

A coqueluche se espalha, principalmente, devido à falta de vacinação. Embora tenha tratamento, a doença pode ser fatal, especialmente para bebês com menos de seis meses, que ainda não completaram o esquema vacinal.

A prevenção é feita por meio da vacina Pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria Haemophilus influenzae tipo b. O calendário de vacinação do Ministério da Saúde prevê, ainda, um segundo reforço aos quatro anos de idade com a tríplice bacteriana (DTP).

Sintomas

A doença apresenta fases distintas. Na fase catarral, os sintomas são leves e facilmente confundidos com uma gripe, incluindo coriza, febre, mal-estar e tosse seca. Com a progressão, ocorrem acessos contínuos de tosse seca. Na fase aguda, a tosse é acompanhada de uma inspiração forçada e prolongada, podendo causar vômitos e dificultar a ingestão de alimentos e líquidos, além de prejudicar a respiração.

Segundo o Ministério da Saúde, bebês com menos de seis meses são os mais suscetíveis a formas graves da coqueluche, que podem resultar em desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e até morte.

Transmissão

A transmissão da coqueluche ocorre principalmente durante a fase catarral, especialmente em ambientes com aglomeração de pessoas. A infecção se dá pelo contato direto com gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou fala de uma pessoa infectada. Também é possível a transmissão por meio de objetos contaminados.

Vacinação

As vacinas Pentavalente e DTP/DTPa são a única forma eficaz de prevenção contra a coqueluche e estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário vacinal inclui a aplicação de doses da Pentavalente aos 2, 4 e 6 meses, com reforço da DTP/DTPa aos 15 meses e 4 anos. Gestantes devem receber a DTPa a partir da 20ª semana de gestação.

Além das gestantes, a vacina é recomendada para profissionais da saúde, parteiras e estagiários que atuam em maternidades e unidades de internação neonatal. As vacinas de rotina estão disponíveis em todas as unidades de saúde de Campo Grande, e os moradores podem localizar a unidade mais próxima por meio do site: https://campograndems.labinovaapsfiocruz.com.br/osa/.


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