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Mato Grosso do Sul
Campo Grande registra dois ataques de chumbinhos contra gatos
Publicado em 31/07/2025 11:31 - Semana On
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Com meta de mais de 20 mil castrações em 45 municípios, a Caravana da Castração é uma política pública permanente do Governo do Estado. Além do controle populacional ético de cães e gatos, a ação oferece microchipagem, atendimento gratuito e ações educativas que promovem dignidade e prevenção de zoonoses.
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Ainda na primeira etapa, a Caravana da Castração segue por diversos municípios sul-mato-grossenses, com datas já confirmadas:
Aquidauana: 1º a 5 de agosto (agendamento: 31 de julho)
Ladário: 7 e 8 de agosto (agendamento: 6 de agosto)
Corumbá: 11 a 20 de agosto (agendamento: 9 e 10 de agosto)
A estimativa é de que milhares de animais sejam atendidos com castração segura, microchipagem e atendimento pós-operatório gratuito. O serviço é agendado exclusivamente pelo site oficial da ferramenta digital: www.sigpet.ms.gov.br.
Capacitação
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Suprova (Superintendência de Políticas Integradas de Proteção Animal), vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), realizou ontem, em Três Lagoas, a capacitação técnica que marca o início da segunda etapa da Caravana da Castração.
O encontro reuniu representantes dos 13 municípios que integram esta nova fase do projeto, com o objetivo de alinhar estratégias, fortalecer a organização logística e garantir um atendimento seguro e eficiente à população e aos animais. A capacitação aconteceu na Câmara Municipal e contou com oficinas práticas, apresentações técnicas e orientações sobre fluxo logístico, mobilização comunitária e uso da ferramenta SigPet, responsável pelo cadastro e agendamento digital das castrações.
Para o superintendente da Suprova, Carlos Eduardo Rodrigues, a capacitação representa mais do que um preparo técnico. “Esse encontro é uma construção coletiva de uma política pública que salva vidas. A Caravana representa cuidado com os animais, saúde pública e respeito às comunidades. Nossa missão é garantir que esse serviço chegue com qualidade e responsabilidade a cada canto do nosso estado”, afirmou.
Carlos também celebrou os resultados da primeira região e reforçou a importância do alinhamento para manter o padrão de excelência. “Estamos prestes a encerrar a primeira região, com a meta de 5 mil animais castrados. Esse resultado só foi possível graças ao trabalho exemplar dos pontos focais na mobilização, logística e organização local. Agora, com a segunda região, seguimos fortalecendo esse padrão de sucesso”.
Além de orientações técnicas, a capacitação incluiu pautas educativas sobre bem-estar animal, guarda responsável e combate aos maus-tratos. Para a diretora do Departamento de Meio Ambiente de Três Lagoas, Maria Fernanda Marques Dias, o momento foi essencial para padronizar atendimentos. “Esse preparo técnico é fundamental para garantir um serviço ético, organizado e eficiente à população. Ao capacitarmos as equipes, fortalecemos o compromisso coletivo com a saúde pública e a proteção animal. Agradeço à Suprova pela parceria”.
A segunda região da Caravana da Castração vai contemplar 13 cidades: Inocência (primeira cidade a ser atendida), Três Lagoas, Brasilândia, Chapadão do Sul, Bataguassu, Batayporã, Selvíria, Novo Horizonte do Sul, Cassilândia, Nova Andradina, Anaurilândia, Santa Rita do Pardo e Paranaíba.
Presente na capacitação, o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, reforçou o papel transformador da ação. “A Caravana é uma iniciativa que une saúde pública, responsabilidade social e bem-estar animal. É uma política de governo que chega às pessoas, transforma realidades e fortalece o compromisso do Estado com aqueles que mais precisam. O sucesso da primeira etapa mostra que estamos no caminho certo e vamos avançar com a mesma dedicação nesta nova fase”.
Campo Grande registra dois ataques de chumbinhos contra gatos
Dois casos de gatos feridos por disparos de chumbinho foram atendidos pela Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) em menos de uma semana, acendendo o alerta para a violência contra animais em Campo Grande.
As vítimas mais recentes foram Feinha e João. Feinha, uma gatinha que vive em uma residência, chegou na Subea sem conseguir se sustentar em pé, foi avaliada e encaminhada para a UFMS, através do convênio da Prefeitura com a instituição.
Segundo Maria Walney, tutora da Feinha, ela ouviu o momento em que a gata caiu do telhado de sua casa. “Ela nunca sai da área de casa, sempre fica por aqui. Na hora que caiu, eu corri e vi que ela estava sem conseguir andar. É muito triste ver um animal sofrer desse jeito por maldade de alguém”, desabafou.
No hospital veterinário, foi constatado que o projétil atingiu um nervo e possivelmente causou a queda que resultou numa fratura lombossacral. Feinha passará por cirurgia para tentar recuperar os movimentos.
O outro caso envolveu João, um gato comunitário que é cuidado por moradores. O disparo que atingiu João foi superficial, e a equipe veterinária da SUBEA conseguiu remover a munição sem complicações. Maria Lúcia, que cuida do gato diariamente, ficou revoltada com o ocorrido. “Ele é um gato de rua, mas sempre está aqui. Dou comida, água, trato dele como se fosse meu. Não entendo como alguém tem coragem de fazer uma coisa dessas”, lamentou.
A Subea alerta que maus-tratos contra animais configuram crime previsto na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), com pena que pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa. Denúncias podem ser feitas pela Central 156, canal oficial para relatar casos de abuso, abandono e violência animal.
A Superintendência possui uma equipe de monitoramento que apura as denúncias recebidas. “Mas casos como esses já devem ser encaminhados diretamente para a polícia, não podemos tolerar atos de crueldade contra os animais. A população deve ajudar identificar e punir os responsáveis”, reforçou a equipe da SUBEA.
Armas de chumbo
Segundo a legislação brasileira, armas de pressão por ação de gás comprimido ou molas não são consideradas armas de fogo, portanto, não precisam de registro junto ao Exército ou Polícia Federal.
Maiores de 18 anos podem comprar e portar esse tipo de arma, desde que seja para uso em propriedade particular ou em clubes de tiro. Não sendo permitido andar armado com ela em vias públicas.
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