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Mato Grosso do Sul

Cadeia do amendoim avança e atrai novos investimentos para MS

Vale da Celulose aposta no setor florestal e abre espaço para a diversificação

Publicado em 26/03/2026 9:00 - Semana On

Divulgação Gov MS

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O amendoim dividiu protagonismo com a cana durante a programação da Expocanas em Nova Alvorada do Sul. No evento foi assinado termo de acordo de isenção fiscal para a implantação da indústria de beneficiamento de amendoim da empresa MS Grãos Nuts, no município.

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O empreendimento prevê investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e a geração de cerca de 60 empregos diretos, com início de operação estimado para janeiro de 2029. O projeto conta com apoio do poder público, por meio da concessão de área e incentivos fiscais, reforçando a política de atração de investimentos no Estado.

O anúncio ocorre em um momento de forte expansão da cultura do amendoim em Mato Grosso do Sul. Na safra 2024/2025, o Estado consolidou-se como o segundo maior produtor nacional, com produção superior a 56 mil toneladas — crescimento de 176,37% em relação à safra anterior — e participação de cerca de 7% no total do país.

A área plantada também apresentou avanço expressivo, superando 203% de crescimento e alcançando 21,26 mil hectares. Esse desempenho é impulsionado pelo uso de tecnologia, manejo qualificado e pela utilização estratégica de áreas de renovação de canaviais.

Os municípios de Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Inocência, Paranaíba e Angélica concentram mais de 70% da produção e da área cultivada, evidenciando o potencial de expansão e a consolidação da cultura como alternativa de diversificação agrícola no Estado.

Para o secretário Jaime Verruck, o avanço da cadeia do amendoim representa um movimento estratégico de diversificação produtiva aliado à agregação de valor. “Estamos estruturando uma nova cadeia no Estado, com base tecnológica e integração com a indústria. A chegada de uma planta de beneficiamento fortalece esse processo, gera empregos e permite que Mato Grosso do Sul avance na industrialização da produção, ampliando sua competitividade e atraindo novos investimentos”, finalizou.

Vale da Celulose

O avanço das florestas plantadas e da indústria de celulose consolida Ribas do Rio Pardo como um dos principais pólos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. No entanto, o município inserido no chamado Vale da Celulose também entrou na era da diversificação e, com tecnologias, adequadas está se tornando também um polo de novas culturas, que incluem a citricultura e o amendoim.

Ribas representa um novo momento do Estado, com mais de 460 mil hectares de florestas plantadas no município, liderando a expansão da silvicultura no Brasil e fortalecendo sua posição como referência em produção sustentável.

Esta mudança no perfil sem perder o protagonismo da celulose foi destacada durante a palestra do secretário estadual Jaime Verruck, na abertura da ExpoRibas 2026 quarta-feira (18).

Segundo o titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), nos últimos anos, Mato Grosso do Sul passou por uma transformação produtiva significativa, com a conversão de áreas de pastagens de baixa produtividade em lavouras, florestas plantadas e cana-de-açúcar. O modelo alia crescimento econômico à preservação ambiental, mantendo cerca de 38% do território com vegetação nativa.

A expansão do setor florestal é um dos principais vetores desse desenvolvimento. A área de florestas plantadas saiu de 341 mil hectares em 2010 para aproximadamente 1,9 milhão de hectares na safra 2024/2025 – um crescimento de 565%. Atualmente, o Estado possui a segunda maior área de eucalipto do país e concentra cerca de 80% da expansão nacional registrada em 2024.

“Esse ambiente favorável é resultado de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, desburocratização e segurança jurídica, além de iniciativas que fortalecem a sustentabilidade e a inovação no campo. Isso é fruto de um trabalho que começou há mais de 10 anos com o programa Profloresta”, recordou.

Mato Grosso do Sul também se destaca na adoção de sistemas produtivos integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A indústria de celulose acompanha esse ritmo de crescimento e impulsiona a economia regional. Ribas do Rio Pardo abriga a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, reforçando o papel estratégico do município dentro do corredor produtivo que inclui cidades como Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia e Inocência.

Atualmente, mais de 18 municípios possuem operações florestais no Estado. A cadeia produtiva gera mais de 20 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, além de representar cerca de 17,8% do PIB industrial sul-mato-grossense. Outro destaque é a autossuficiência energética do setor, com a produção de mais de 780 megawatts de energia limpa.

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