23/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

“Brasil é solução em Carbono Neutro e MS é pioneiro em projetos sustentáveis”, afirma secretário

Segundo Verruck, o Estado trabalha com cinco eixos temáticos: agronegócio, mudanças no uso de terra e floresta, energia, resíduos e processos industriais

Publicado em 18/10/2022 10:38 - Semana On

Divulgação Governo MS

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O Brasil é a solução para ajudar os países na questão climática e na pegada de Carbono Neutro, e Mato Grosso do Sul é um dos pioneiros do País neste processo. A avaliação do secretário de Estado de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, feita ontem (17) durante a palestra de abertura do Seminário MS Carbono Neutro, realizado pela Associação dos Engenheiros Mecânicos de Mato Grosso do Sul (ABEMEC) no Bioparque Pantanal.

De acordo com Verruck por muito tempo se colocou que o Brasil é um problema pela questão do desmatamento. “Entendo que nós não somos o problema, mas temos aqui o grande potencial de ajudar todos os países que estão aí em projetos que busquem a sustentabilidade, a energia renovável e projetos de mitigação de gases de efeito estufa”, salientou.
Durante a participação no evento, o secretário destacou que o Estado trabalha com cinco eixos temáticos: agronegócio, mudanças no uso de terra e floresta, energia, resíduos e processos industriais.

“Temos uma política de incentivos definida desde 2016 com projetos de incentivos em inúmeros setores da economia, que vão desde a geração de energias renováveis, na cana, na celulose, na suinocultura, na pecuária, em energia solar. Tudo com objetivo de focar em 2030 a obtenção de certificação de Estado Carbono Neutro”, acrescentou lembrando a importância de se discutir estes pontos.

Verruck afirma que dentre as ações já implementadas pela administração estadual estão os programas de incentivo aos produtores, que possuem em comum critérios de pontuação que consideram a adoção de boas práticas e tecnologias de produção sustentável, como o plantio direto na palha; o ILPF (Integração lavoura, pecuária floresta); o uso de biodigestores; a criação de gado a pasto; recuperação de pastagens e o plantio de florestas para fixação biológica de nitrogênio no solo.

Essa base metodológica para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono em Mato Grosso do Sul, vem se desenvolvendo e adaptando tecnologias para a redução e mitigação das emissões de gases de efeito estufa em vários setores do Estado, contribuindo para atingir os objetivos do Programa Estadual de Mudanças Climáticas – PROCLIMA.
Outros pilares do desenvolvimento sustentável em Mato Grosso do Sul envolvem a conclusão da análise do CAR (Cadastro Ambiental Rural) em adequação ao Código Florestal; a conservação do solo e da água, como o Programa de Conservação de Solo e Água, em Bonito e região, o aprimoramento de instrumentos de preservação ambiental que estimulem o aumento de áreas nativas por meio de compensação de reserva legal, PSA (Pagamento de Serviços Ambientais), além de medidas para se atingir um desmatamento Ilegal Zero.

Na questão do estímulo ao uso e à geração de Energia Renovável, a meta é ampliar a base de usinas já existentes que utilizam como matriz a biomassa de Eucalipto, a biomassa de Cana de Açúcar e o Biogás.

“É hora de fazer a nossa parte. Neste momento estamos fazendo o inventário de carbono para mensurar estes efeitos dos programas no Estado”, frisou lembrando que o Brasil tem um imenso mercado para projetos baseados na natureza.

A meta é que Mato Grosso do Sul reduza suas emissões de gases em 30% nos próximos anos e esteja inserido neste importando mercado. “O mercado de carbono é uma forma de trazer o financiamento para a floresta. Seja para mantê-la em pé, seja para recuperá-la”, concluiu.


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