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Mato Grosso do Sul
Com expedições e campanhas, PMA faz ações de orientação sobre animais silvestres
Publicado em 30/04/2025 11:06 - Semana On
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A cooperação estratégica entre o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) se mantém para reforçar as ações da Operação Pantanal 2025, voltada à prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado.
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Na segunda-feira (28), representantes da FNSP estiveram em Campo Grande para uma reunião com o subcomandante-geral do CBMMS, coronel Adriano Noleto Rampazo, e com o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA) da corporação, major Eduardo Rachid Teixeira.
O encontro teve como foco o alinhamento das estratégias operacionais e a integração entre as equipes das duas instituições. “Esse alinhamento e planejamento das ações fazem parte da etapa de preparação e é fundamental para a integração das equipes que atuam em campo. A Força Nacional fez questão de vir aqui já nessa fase, para se antecipar nessa preparação e vai nos auxiliar já nas ações de prevenção”, explicou Rampazo.
Atualmente, dez bombeiros da Força Nacional já estão em atividade em Corumbá, atuando na Operação Pantanal. Segundo o coronel Raimundo Ramos Junior, que está em MS juntamente com o sargento Thales Marcelo Rufino para discutir as ações de integração, a expectativa é que até o final de maio outros 50 profissionais sejam enviados ao Estado.
“Nossa meta é que, até o final do mês de maio, a gente esteja com um efetivo de 50 bombeiros para apoiar todo o trabalho do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, inclusive nas atividades que antecedem o combate propriamente dito, o que inclui formação de brigadas e todo esse trabalho de preparação que o CBMMS faz. Queremos colaborar da melhor forma com o planejamento e com o desenvolvimento dessa operação”, explicou, ressaltando que há também a possibilidade de ampliação do efetivo.
“Em 2024, 140 bombeiros da Força Nacional apoiaram os trabalhos de combate aos incêndios florestais. Este ano, tudo vai depender do desenvolvimento do cenário, da evolução dos incêndios. Se o cenário for se agravando, temos condições sim de aplicar o efetivo”, afirmou.
Ainda segundo coronel Ramos Jr., a Força Nacional irá disponibilizar de 10 a 12 viaturas para atuação e deslocamento das equipes durante a Operação Pantanal.
Durante a visita, os representantes da FN propuseram a realização conjunta com o CBMMS do Curso de Operações em Emergência de Desastres (COED) e do Curso de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (CBRESC). A parceria inclui também o treinamento e mobilização do efetivo do CBMMS por meio de recursos financeiros viabilizados junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).
Para o major Teixeira, a visita da Força Nacional em busca de fortalecer a parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul reforça compromisso do Governo Federal em aprimorar a estrutura de resposta às emergências ambientais no Pantanal.
“O intuito é trabalhar de maneira integrada, a Força Nacional, que é um programa do Governo Federal, com as forças de segurança estaduais, visando uso eficiente de recursos, evitando redundâncias ou riscos desnecessários durante a operação. Esse apoio é extremamente importante tanto para o Corpo de Bombeiros de MS quanto para a Operação Pantanal como um todo, porque certamente, se antecipando e se preparando para os incêndios, a resposta será mais rápida e efetiva, garantindo mais equipes treinadas e preparadas para a fase de resposta”.
Além de reuniões com representantes do Corpo de Bombeiros, os membros da Força Nacional também estiveram no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e seguiram terça-feira (29) para compromissos no município de Corumbá.

Com expedições e campanhas, PMA faz ações de orientação sobre animais silvestres durante todo o ano
Com objetivo de levar orientação à população sobre animais silvestres, a PMA (Polícia Militar Ambiental) realiza uma série de ações, campanhas e até expedições para conscientizar ribeirinhos, pantaneiros e turistas sobre esta convivência e que práticas são consideradas ilegais.
Uma das grandes preocupações das autoridades é evitar o ato de “cevar animal”, que consiste em oferecer comida ou deixar alimento para atrair animais silvestres. Este ato é ilegal e criminoso, considerado maus tratos, previsto na Lei de Proteção à Fauna do Estado.
“Todo ano fazemos campanhas nas estradas sobre os animais silvestres, para evitar a ceva, maus tratos e atropelamentos, seja com cartazes ou placas em locais estratégicos para conscientização, em áreas como Pantanal, Bonito e outros locais que recebem grande fluxo de turistas”, afirmou o comandante 1º Batalhão da PMA, o major Diego Ferreira.
Esta ação da PMA tem a orientação por meio de panfletos, placas e parcerias com ongs e instituições do terceiro setor. “Reforçamos este trabalho principalmente na abertura da pesca, quando aumenta muito o fluxo de turistas. No segundo semestre este movimento também é grande”, destacou o comandante.
Major Diego reforçou que ataques de onças-pintadas são muito atípicas, já que existe esta convivência histórica e antiga dos pantaneiros e ribeirinhos com animais silvestres. No entanto ele admite que é preciso tomar devidos cuidados e precauções como não andar sozinho pela mata, manter uma distância segura e evitar a ceva.
“Vamos continuar com a fiscalização, porque realizar este ato (cevar) é um crime, e seguir nossas ações de conscientização e prevenção, tanto para quem mora na região, como turistas que passam pelo Pantanal, para que todos tenham o devido cuidado”.
A PMA inclusive realiza uma Expedição de Educação Ambiental junto aos ribeirinhos, que está na 10° edição, tendo como um dos focos principais a conscientização e educação ambiental. Realizada por via fluvial, a expedição tem duração de uma semana, com a participação de instituições públicas e privadas, com a oferta de uma série de serviços sociais (educação, saúde, psicológico, distribuição de roupas, jurídico) à crianças, jovens e adultos.
Orientação e segurança
A professora da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Paula Helena Santa Rita, coordenadora operacional do Gretap (Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal) conhece muito bem a realidade nos animais silvestres no Pantanal. Ela reafirma que ataques de onças-pintadas a seres humanos não é algo normal, pelo contrário, considera inclusive uma ocorrência rara.
“Como os especialistas enfatizam são baixíssimos os registros de ataques de onças-pintadas, pois a tendência é o animal fugir do ser humano. O que pode ocorrer é a população condicionar o animal, principalmente em relação a ceva, trazendo ele para próximo. Nós do Gretap sempre conscientizamos para não realizar esta prática”, disse a coordenadora.
Bióloga e médica veterinária, Paula Helena pondera que as onças são territorialistas, mas elas têm uma movimentação ampla, circulando bastante pela região, no entanto se existir a prática de “ceva” constante, o animal prefere permanecer no local por mais tempo.
“Muitas vezes o fornecimento do alimento é feito na mesma hora todo dia, o que acostuma o animal. Oferta de alimento para as onças é um grande risco. Às vezes até involuntária, deixando alimentos pra trás na pescaria. Há anos existe este trabalho de orientação das entidades, poder público e PMA. Os pesqueiros devem dispor desta conscientização e preparo em relação aos hábitos dos turistas”.
Mesma avaliação de Gustavo Figueirôa, que é biólogo e especialista em manejo e conservação da fauna silvestre. “Ataques de onças-pintadas a seres humanos são muito raros. Não são comuns. Existem muitas pessoas que vivem em áreas que tem onças e raríssimos ataques são relatados. São animais predadores, mas não é do seu feitio atacar seres humanos”.
Ele destaca que ataques ocorrem devido situações específicas. “Podem ocorrer na mata se houver o encontro e o animal estiver acasalando, protegendo o filhote ou se alimentando. Ou quando a onça perde o medo do ser humano, isto se deve muito em função da ceva ativa, atraindo o animal ou até não intencional, quando deixam alimentos próximo aos rios, resto de peixes após pescaria e as onças se aproximam pelo cheiro. Acostumam ir no local para se alimentar. Ficam mais próximas dos seres humanos”.
Gustavo ressalta que tanto os moradores locais, como turistas precisam ter medidas de segurança. “As onças por natureza não gostam deste contato, mas não podemos esquecer que elas são predadoras, todos devem ter o devido cuidado”.
Após 15 anos desativado, Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Originários é retomado em MS