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Mato Grosso do Sul
Envolvidos no conflito aguardam reunião de conciliação no STF agendada para esta segunda-feira
Publicado em 22/07/2024 10:30 - VoxMS
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A tensão entre produtores rurais e indígenas guarani kaiowá em conflito fundiário que se estende desde a semana passada, vem aumentando no município de Douradina (MS).
A área em disputa, a Panambi-Lagoa Rica, é reconhecida como território ancestral indígena, mas também é utilizada para a produção agrícola. Focos de incêndio e relatos de violência marcaram os últimos dias, levando ao local autoridades com o objetivo de garantir a segurança e mediar o conflito.
Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Eloy Terena, o objetivo da visita foi o de verificar a situação dos guarani-kaiowá, ouvir suas demandas e garantir a segurança dos envolvidos nos recentes confrontos.
A Famasul e a Acrissul divulgaram nota conjunta defendendo a conciliação e o direito à propriedade, expressando apoio à Comissão de Conciliação criada pelo STF para discutir o marco temporal para a demarcação de terras indígenas.
Reunião de conciliação está agendada para segunda-feira (22), enquanto o início dos trabalhos da comissão no STF está previsto para 5 de agosto. As entidades do agronegócio reafirmam seu compromisso com a paz e o respeito ao Estado Democrático de Direito.
Entenda
Na terça-feira (16), equipes do governo federal, acompanhadas por representantes do governo sul-mato-grossense, estiveram na Terra Indígena Amambaipegua I, que abrange parte dos territórios das cidades de Amambai, Caarapó e Laguna Carapã. A comitiva visitou o Tekoha Kunumi (território sagrado), palco do ataque da última segunda-feira (15).
“Os indígenas relataram ter sido cercados por caminhonetes, e atacados com disparos de arma de fogo”, relatou o secretário, em publicação nas redes sociais. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante o ataque uma jovem foi atingida na perna.
“Além da escuta às lideranças, as equipes implementaram uma estratégia para proteção junto aos indígenas até a chegada da Força Nacional de Segurança Pública, e vêm mediando a situação para que novos ataques não aconteçam”, acrescentou Eloy.
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