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Mato Grosso do Sul

Agro de MS impulsiona economia com base tecnológica e agenda ambiental

Gás natural avança como alternativa estratégica para o transporte pesado

Publicado em 13/04/2026 1:21 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Mato Grosso do Sul vem consolidando sua posição como um dos principais vetores do agronegócio brasileiro, apoiado em um modelo que integra inovação tecnológica, sustentabilidade e dinamismo econômico. A articulação entre poder público e setor produtivo tem sido apontada como um dos pilares dessa trajetória, que se reflete na ampliação da produção, na diversificação das cadeias e na geração de empregos.

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Durante a abertura da 86ª edição da Expogrande, no último dia 9, o governador Eduardo Riedel destacou que o Estado busca alinhar crescimento econômico a compromissos ambientais. Segundo ele, a meta de neutralidade de carbono até 2030 insere Mato Grosso do Sul em uma posição singular no país, ao mesmo tempo em que reforça a modernização do agro como vetor de desenvolvimento.

Riedel também associou os avanços sociais à expansão da atividade produtiva. Para o governador, a redução de indicadores de pobreza está diretamente ligada à criação de empregos formais, impulsionados sobretudo pelo agronegócio. No campo econômico, defendeu a redução da carga tributária e maior estímulo à produção como caminhos para ampliar a competitividade nacional, além de destacar a atuação da bancada federal na captação de recursos para projetos estruturantes.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, ressaltou que o Estado vive um ciclo de crescimento sustentado pela diversificação das matrizes produtivas e pelo avanço da agroindustrialização. Segundo ele, esse processo amplia o valor agregado da produção e fortalece o desenvolvimento regional.

Na mesma linha, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, enfatizou a cooperação institucional entre governo e produtores. Entre as medidas consideradas estratégicas, citou a retirada do ICMS sobre o óleo diesel, vista como um mecanismo para reduzir custos operacionais em um cenário de pressão sobre o setor e preservar a competitividade.

A senadora Tereza Cristina reforçou a avaliação de que o Estado apresenta um perfil produtivo moderno, marcado pela incorporação de tecnologias e práticas sustentáveis. Para ela, a continuidade dessa diretriz administrativa tem contribuído para consolidar Mato Grosso do Sul como referência nacional no agronegócio.

No campo econômico, os números recentes reforçam a relevância do setor. O ambiente de negócios ligado ao agro no Estado tem movimentado centenas de milhões de reais e atraído um público expressivo, refletindo o interesse crescente por soluções tecnológicas aplicadas à produção rural. A presença de empresas e startups voltadas à inovação indica uma mudança estrutural, na qual a digitalização e a eficiência produtiva ganham centralidade.

A incorporação de tecnologia ao campo, aliada à agenda de sustentabilidade, aponta para um novo estágio do agronegócio sul-mato-grossense. Nesse contexto, o Estado não apenas amplia sua participação na economia nacional, como também se posiciona como laboratório de práticas produtivas que buscam conciliar desempenho econômico e responsabilidade ambiental.

Gás natural ganha protagonismo na logística

A transição energética em Mato Grosso do Sul começa a alcançar de forma mais estruturada o setor de transporte de cargas, considerado um dos principais desafios para a redução de emissões. Em articulação recente entre agentes públicos e privados, o uso do gás natural veicular (GNV) passa a ocupar papel central na estratégia de modernização logística, com potencial de impacto imediato tanto na sustentabilidade quanto na eficiência econômica.

A iniciativa, conduzida pela Scania P.B. Lopes com apoio da MSGÁS, reflete uma abordagem pragmática: utilizar tecnologias já consolidadas para acelerar a transição da matriz energética no transporte pesado. A substituição gradual do diesel surge, nesse contexto, como alternativa viável para reduzir custos operacionais e diminuir a dependência de uma única fonte de energia.

Os benefícios ambientais são expressivos e mensuráveis. Caminhões movidos a GNV podem reduzir em até 20% as emissões de dióxido de carbono por quilômetro rodado, além de praticamente eliminar a emissão de material particulado e óxidos de nitrogênio — poluentes diretamente associados à degradação da qualidade do ar. O resultado é uma operação mais limpa, com efeitos positivos tanto no ambiente urbano quanto nas rotas logísticas.

Outro ponto relevante está na flexibilidade tecnológica desses veículos. Os modelos disponíveis no mercado já permitem a utilização futura de biometano sem necessidade de substituição da frota ou adaptações estruturais. Esse fator reduz o risco de investimento e cria um horizonte de longo prazo para transportadoras, ao mesmo tempo em que amplia o potencial de redução de emissões — que pode chegar a até 90% em comparação ao diesel, quando օգտագործado combustível de origem renovável.

A estratégia está alinhada à meta estadual de neutralidade de carbono até 2030 e amplia o foco das políticas ambientais para além da produção, alcançando também a etapa logística. A redução das emissões indiretas, especialmente no transporte, passa a ser componente decisivo para a competitividade das cadeias produtivas locais.

O movimento reúne lideranças políticas e empresariais, incluindo o governador Eduardo Riedel, a presidente da MSGÁS, Cristiane Alkmin Schmidt, e o diretor da Scania Brasil, Marcelo Gallão. Representantes da rede P. B. Lopes e de segmentos industriais e logísticos também participaram das discussões.

A convergência entre infraestrutura energética, indústria automotiva e políticas públicas indica um cenário de expansão da rede de gás natural no Estado, condição fundamental para viabilizar a adoção em larga escala. Mais do que uma mudança de combustível, a iniciativa sinaliza uma reconfiguração da logística regional, na qual eficiência operacional e compromisso ambiental passam a caminhar de forma integrada.

Nesse contexto, Mato Grosso do Sul avança na construção de um modelo logístico mais sustentável, incorporando inovação tecnológica como elemento estruturante e ampliando sua capacidade de atrair investimentos alinhados às exigências de uma economia de baixo carbono.

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