13/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Ações para garantir segurança nas escolas terão continuidade em MS

Estado avança nos caminhos da educação inclusiva

Publicado em 26/04/2023 10:50 - Semana On

Divulgação GOV MS

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

As ações desenvolvidas para garantir a segurança nas escolas da REE (Rede Estadual de Ensino), além de atender as unidades das redes privada e municipal, terão continuidade em todo o Mato Grosso do Sul.

O foco do atendimento ocorreu na semana passada, com reforço na segurança em todas as 348 escolas da REE – que funcionaram normalmente, inclusive na quinta-feira (20).

As equipes do programa “Escola Segura, Família Forte” e do NISE (Núcleo de Inteligência de Segurança Escolar), além da patrulha do COSI (Centro de Operações de Segurança Integrado), atuaram de forma efetiva em Campo Grande e no interior do Estado.

A intensificação no policiamento e nas rondas realizadas pela PM (Polícia Militar) também ocorreu nas proximidades das escolas municipais e particulares da Capital e do interior.

Enquanto a manutenção das ações é formalizada, o NISE mantém o trabalho que terá desdobramentos. “A atuação é em três frenes, de coleta e análise de dados, produção de conhecimento e proposição de ações e políticas de longo prazo que visem melhorar a segurança nas escolas”, explicou o coronel Carlos Hudmax, coordenador do Núcleo de Inteligência de Segurança Escolar.

O NISE é composto por policiais, professores e psicólogos, que juntos vão estudar os fenômenos, compilar dados e transformar em conhecimento para apoiar polícias públicas voltadas ao aprimoramento da segurança escolar.

Outra frente de trabalho do Núcleo é de visitas técnicas e atendimento psicossocial aos alunos. Além disso, foi apresentado à SED (Secretaria de Estado de Educação), um plano de capacitação da comunidade escolar, melhorias nas instalações, propiciando maior possibilidade de defesa em caso de crise.

“Pretendemos fazer uma linha do tempo, marco inicial e avaliação periódica, para verificar o que está dando certo e o que precisa de melhoras de forma global”, disse Hudmax. “A segurança será como sempre foi, o que mudou é a prioridade de atendimento. O patrulhamento escolar do programa ‘Escola Segura, Família Forte’, deve ser reforçado e ampliado”.

O Núcleo de Inteligência de Segurança Escolar funciona no Centro de Operações de Segurança Integrado, que é responsável pelo videomonitoramento de 245 escolas da REE – que tem 348 unidades em MS, com mais de 185 mil alunos. A previsão é que este monitoramento chegue a 298 escolas até o final de abril.

Escola Segura, Família Forte

Em março, logo após o início das aulas da REE, foi anunciada a expansão do programa “Escola Segura, Família Forte”, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e da PM (Polícia Militar). A previsão é de que, em 2023, sejam atendidas 128 escolas da REE e da Reme (Rede Municipal de Ensino), em Campo Grande.

Até o ano passado eram atendidas 31 escolas estaduais e 29 municipais, mas a partir de agora serão, respectivamente, 78 e 55 unidades escolares atendidas. Com a expansão, a previsão é de beneficiar aproximadamente 100 mil alunos dos ensinos fundamental e médio da Capital.

A rede de comunicação entre a comunidade escolar e o programa ocorre por meio de celulares disponíveis nas viaturas, além de um tablet que serve para o policial registrar toda e qualquer ocorrência dentro e no entorno das escolas. No total são seis equipes de atendimento em todas as regiões da cidade. Os diretores das escolas estão inseridos num aplicativo de mensagens que facilita a comunicação.

O patrulhamento escolar é feito por policiais militares levando em consideração dados de inteligência da Sejusp. Além da ronda no entorno das escolas na entrada e saída dos alunos, o programa promove a aproximação da comunidade escolar com a polícia e contribui para a redução dos conflitos no âmbito escolar.

Mato Grosso do Sul avança nos caminhos da educação inclusiva

No último dia 14 comemorou-se o Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva. Estudantes com deficiências enfrentam barreiras no pleno acesso à educação em escolas e universidades. Para que eles usufruam do direito ao ensino como todo brasileiro, é necessário que os espaços sejam acessíveis. Por isso, os ambientes devem ser planejados de forma a atender a necessidade de todos.

De acordo com a PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) realizada em 2019 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 17,3 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, seja visual, auditiva, motora ou de membros superiores ou inferiores, mental ou intelectual. Deste número, 817 mil possuem nível superior completo e, em Mato Grosso do Sul, 10 mil pessoas com deficiência possuem nível superior completo.

Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2018, divulgados pelo Ministério da Educação, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul está em sexto lugar no ranking das Universidades com maior número de alunos com deficiência matriculados. Nas Escolas da Rede Estadual de Ensino são aproximadamente 3400 estudantes com deficiência em 347 escolas em 79 municípios, que contam com mais de 1000 profissionais especialistas em educação especial.

A subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Telma Nantes de Matos, explica que o papel da subsecretaria é fortalecer as políticas públicas das organizações da sociedade civil e colaborar para que a educação inclusiva seja cada vez melhorada. Além disso, a tecnologia acessível é primordial para inclusão e acesso dessas pessoas. “É necessário democratizar e acessibilizar às tecnologias para pessoas com deficiência, elas são fundamentais para o acesso às informações.” comenta a subsecretária.

A coordenadora de Políticas para a Educação Especial da SED (Secretaria de Estado de Educação), Janaina de Jesus Fernandes, acredita que as políticas educacionais que atendem os estudantes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação são de extrema importância pois efetivam o direito constitucional de educação para todos e para isso é necessário a formação de profissionais capazes. “A equipe está num movimento constante de encontros formativos, formação continuada, palestras, e fundamentalmente orientação paulatina e permanente à equipe pedagógica (diretores escolares, coordenadores pedagógicos, professores regentes, equipe administrativa) e familiares.”

A data é importante para ressaltar também a luta contra o capacitismo, que é achar que pessoas com deficiência são incapazes de desempenhar quaisquer atividades. Para uma educação inclusiva é necessário derrubar as barreiras arquitetônicas e atitudinais. A pedagoga, pós graduada em educação especial e superintendente da Suped (Superintendência de Políticas Educacionais), Adriana Buytendorp, relata que Mato Grosso do Sul é um estado avançado em relação à legislação de políticas de acesso ao ensino superior e isso é inédito perante outros estados.

A deliberação N.° 11.883 de 2019 estabelece um conjunto de recursos e apoios de orientação ao sistema de ensino no seu papel de disponibilizar às pessoas com deficiência a educação especial. “Nós temos um estado que tem uma legislação que traz um conjunto de recursos necessários para que as pessoas com deficiência ou para que as pessoas que são público da educação especial, possam ser atendidas no âmbito escolar com a maior qualidade possível”. ressalta Adriana.


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *