22/07/2024 - Edição 550

Legislativo

Zeca propõe que Festa do Toro Candil, de Porto Murtinho, seja declarada patrimônio de MS

O parlamentar destacou a importância histórica, cultural e social da festividade para a população do Estado

Publicado em 20/10/2023 2:16 - Semana On

Divulgação ALEMS

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O deputado estadual Zeca do PT apresentou na quinta-feira (19) o Projeto de Decreto Legislativo que declara a tradicional festa do Toro Candil de Porto Murtinho como patrimônio imaterial e cultural de Mato Grosso do Sul. O parlamentar enaltece a importância histórica, cultural e social da festividade para a população do Estado.

O Toro Candil tem sua origem no Paraguai, sendo incorporado à cultura da fronteira de Mato Grosso do Sul com o país vizinho no município de Porto Murtinho, por conta da forte presença do povo paraguaio na região, o que gerou uma grande miscigenação cultural entre os povos dos dois países.

Na justifica do Projeto, Zeca do PT pontua que “a festa do Toro Candil, que lembra muito as touradas espanholas, está enraizada na cultura do povo murtinhense, principalmente por compartilharem com os irmãos paraguaios a fé e devoção por Nossa Senhora, especialmente pela santa padroeira do Paraguai, Nossa Senhora de Caacupê, também considerada padroeira da cidade de Porto Murtinho”.

Nos dias 7 e 8 de dezembro será realizado o Festival Toro Candil na cidade de Porto Murtinho, com atrações musicais, manifestações culturais e exibições artísticas. O dia 8 de dezembro é considerado pelos católicos o Dia de Nossa Senhora de Caacupê, justificando a realização da Festa do Toro Candil nesta data.

“O reconhecimento da festa popular do Toro Candil como patrimônio imaterial e cultural do Estado de Mato Grosso do Sul consiste na valorização desta importante celebração cultural do povo murtinhense, que ocorre em sinergia com o povo paraguaio, fortalecendo a identidade e os laços sociais e culturais históricos entre os povos irmãos da fronteira”, finaliza Zeca do PT.

O texto do Projeto de Decreto Legislativo segue agora para análise da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para posteriormente ser votado em Plenário pelos deputados estaduais.


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