20/06/2024 - Edição 540

Legislativo

Professor André Luis preside audiência pública sobre Anel Viário de Campo Grande

Segundo o vereador, há uma grande preocupação entre as autoridades para solucionar os problemas trazidos pela expansão dos bairros rumo ao Anel Viário, que dá acesso a diversos bairros periféricos

Publicado em 03/06/2024 10:19 - Semana On

Divulgação Câmara CG

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O vereador Professor André Luis presidiu, na quarta-feira (29), a audiência pública proposta pela Mesa Diretora da Câmara Municipal, cujo objetivo foi tratar sobre as problemáticas do Anel Rodoviário de Campo Grande e quais as soluções possíveis, bem como sobre os impactos que a Rota Bioceânica pode trazer para a Capital.

Em sua fala de abertura, o vereador destacou que há uma grande preocupação entre as autoridades para solucionar os problemas trazidos pela expansão dos bairros rumo ao Anel Viário, que dá acesso a diversos bairros periféricos, como Jardim Veraneio e Noroeste, impactando diretamente na vida e rotina dos moradores da Capital.

“Hoje temos quase 1 milhão de habitantes e o macroanel que a gente tem está praticamente dentro da cidade. A minha preocupação é que Campo Grande, daqui 30 ou 40 anos, tenha uma rodovia passando no meio da cidade. Então, temos que nos antecipar a isso”, afirmou.

Um dos pontos mais problemáticos levantados pelas autoridades no assunto que estavam presentes na audiência é o alto fluxo de caminhões e carros de passeio que dividem espaço na rodovia, causando diversos acidentes e colocando a segurança e integridade de todos em risco.

De acordo com estudos feitos por órgãos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), há dois caminhos para solucionar as problemáticas do anel viário, sendo as principais uma possível duplicação ou reformular o traçado da rota.

A intenção de fazer um novo traçado é implementar um macroanel, distante da zona urbana e dos bairros em expansão. Inicialmente, a ideia é interligar as saídas para São Paulo, Sidrolândia, Três Lagoas e Cuiabá.

O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), Marcelo Miglioli, disse que o assunto já está sendo tratado tanto com a Concessionária de Rodovia Sul-Matogrossense (CCR MSVia), que detém o direito de exploração da estrada, quanto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sendo que ambas têm interesse em dar uma solução definitiva ao problema.

Inclusive, diversos representantes dos órgãos presentes enfatizaram que é necessário dar uma solução permanente para que, daqui alguns anos, o problema não retorne, ou seja, é preciso fazer uma análise detalhada para que a rota não se aproxime das áreas urbanizadas.

Ainda durante a audiência, os presentes trataram sobre os impactos que a Rota Bioceânica pode trazer ao município. De acordo com o vereador André Luis é preciso realizar ações para que a cidade comporte o grande número de caminhões e pessoas vindas de fora.

Ainda conforme sua fala, há diversas problemáticas que precisam ser consideradas, como o impacto social e ambiental desta obra, sendo que um dos encaminhamentos finais do evento é a solicitação de uma análise detalhada para esclarecer esses pontos.

“Quando se fala em obras, muitas vezes se esquece do impacto social que elas têm, mas é preciso pensar nisso. É preciso pensar nas pessoas”, afirmou.

 


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