18/07/2024 - Edição 550

Legislativo

Prof. André Luis defende que comportamento suicida precisa ser debatido e enfrentado

O vereador ainda lembrou que o suicídio não afeta apenas quem atenta contra a própria vida, mas também aqueles que estão em volta, como familiares e amigos

Publicado em 20/06/2024 11:06 - Semana On

Divulgação Câmara CG

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Durante audiência pública realizada na manhã de segunda-feira (17), que debateu “O comportamento suicida e autolesão na juventude”, o vereador Professor André Luis propôs uma reflexão profunda sobre o tema, enfatizando que esta é uma questão que precisa ser debatida e enfrentada.

André Luis destacou que, de forma nenhuma, o suicídio é uma saída para o sofrimento, mas é preciso entender que a dor de alguém que tem ideações de tirar a própria vida vai além do corpo físico.

“A fuga da vida pelo suicídio é algo que a gente precisa discutir. O suicídio é uma doença, uma fuga que a gente precisa entender e acolher, mas nunca será uma saída. A dor daquele que suicida é uma dor para além do físico, é uma dor psicológica”, afirmou.

O vereador ainda lembrou que o suicídio não afeta apenas quem atenta contra a própria vida, mas também aqueles que estão em volta, como familiares e amigos que veem todo aquele sofrimento.

“Quando a pessoa suicida é um problema para ela, mas como ela faz parte de um núcleo isso causa um impacto nas outras pessoas. A perda da vida, para mim, é uma coisa muito cara. Quem tenta suicídio traumatiza a si mesmo e aos outros”, disse.

A urgência em se debater o assunto abertamente, mas sempre com responsabilidade, é exemplificada em números. Um levantamento feito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) mostra que o suicídio é a 2ª principal causa de morte entre os jovens de 15 a 19 anos, sendo que os números representam apenas os casos notificados.

De acordo com a técnica do Serviço de Prevenção de Violências da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Lucimara Faria, a pasta acompanha os casos de tentativa de suicídio, contudo, ainda há uma subnotificação muito grande, o que impede que todos os que precisam sejam atendidos adequadamente.

“Precisamos sim melhorar nosso atendimento. Hoje, fazemos o monitoramento de todas essas pessoas, mas ainda há muita subnotificação porque nem todos os casos são registrados. Temos uma planilha e, quando recebemos notificações, incluímos o nome dessas pessoas. Fazemos a visita domiciliar e ofertamos o atendimento em saúde”, afirmou.

Ainda durante o encontro foram levantados pontos importantes para o aperfeiçoamento do atendimento em saúde mental na Sesau, que hoje necessita de equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos.

De acordo com o Sistema de Regulação (SISREG) da prefeitura, cerca de 4 mil pessoas ainda esperam atendimento terapêutico, mesmo com o sistema “porta aberta”, ou seja, sem necessidade de regulação, aplicado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O debate foi uma propositura da vereadora Luiza Ribeiro, que contou com o apoio do deputado federal de Mato Grosso do Sul e ex-secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, membro titular da Frente Parlamentar Mista para a Promoção da Câmara dos Deputados, que esteve presente no evento.

Ainda durante a audiência, um grupo de mães atípicas fez um protesto reivindicando o fornecimento regular de fórmulas, leites especiais, fraldas e outros insumos para seus filhos com deficiência, que estão há mais de dois anos sem receber os itens essenciais para a sobrevivência.

“Essa luta também afeta nossa saúde mental. Todos os dias nos perguntamos se nossos filhos vão chegar até o final do dia. Será que nós temos saúde mental?”, questionou, relatando toda a batalha dela e das outras mães em busca do necessário para seus filhos.

Em sua resposta às mães, o vereador André Luis destacou a importância de elas trazerem suas demandas até a Câmara para que os parlamentares fiquem cientes do que está acontecendo e busquem soluções junto ao Executivo.

“A gente sabe da dificuldade, mas é importante que vocês venham até aqui e tragam suas demandas porque vamos ver cada um desses casos. Como vereadores ficamos constrangidos porque não participamos e não compactuamos com isso”, afirmou.


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