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Legislativo
Governador destacou resultados econômicos e sociais e confirmou contenção de gastos
Publicado em 03/02/2026 12:42 - Semana On
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A abertura do último ano da 12ª Legislatura em Mato Grosso do Sul foi marcada por um discurso de balanço administrativo, defesa do rigor fiscal e ênfase na articulação institucional entre os Poderes. Na manhã desta terça-feira (3), deputados estaduais se reuniram na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) para a sessão solene que instalou a 4ª Sessão Legislativa, encerrando o ciclo parlamentar iniciado em 2023.
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Os parlamentares recepcionaram, no Palácio Guaicurus, o governador Eduardo Riedel, que passou em revista à tropa da Polícia Militar antes de seguir para o plenário Júlio Maia. Em razão da chuva, o hasteamento das bandeiras foi cancelado, mas o hino nacional foi executado no início da solenidade.
A mesa de honra foi composta por representantes dos três Poderes e de instituições estratégicas do Estado, sob a presidência do deputado Gerson Claro (PP). Participaram o vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Eduardo Machado Rocha, a procuradora-geral de Justiça adjunta, Nilza Gomes, e o general do Exército Alcides Valeriano de Faria Junior.
Ao abrir oficialmente os trabalhos legislativos, Gerson Claro destacou o papel institucional da Assembleia e, conforme determina a Constituição Estadual, passou a palavra ao governador para a leitura da mensagem do Executivo. Riedel utilizou o espaço para agradecer aos servidores públicos, reconhecer o apoio da bancada federal e enfatizar a relação de cooperação com o Parlamento estadual.
O governador atribuiu os resultados alcançados ao que chamou de “trabalho coletivo” e à convergência entre os Poderes. Segundo ele, a harmonia institucional permitiu decisões estratégicas voltadas ao futuro do Estado, mesmo em um cenário econômico nacional instável.
Indicadores e prestação de contas
Parte central do discurso foi dedicada à prestação de contas. Na área da educação, Riedel destacou a ampliação do ensino em tempo integral, que hoje alcança 62% da rede estadual, além do maior salário do país para professores concursados, avanço expressivo na alfabetização na idade certa e a presença de 45% dos estudantes em cursos técnicos.
Na saúde, o governador ressaltou o processo de regionalização, com a implantação de quatro hospitais em polos estratégicos, formando um cinturão de média complexidade. Em habitação, o número de beneficiados chegou a 23 mil. Já no mercado de trabalho, o Estado acumulou mais de 150 mil empregos formais criados, aproximando-se do pleno emprego.
O saneamento básico também foi citado como área estratégica: Mato Grosso do Sul atingiu 75% de cobertura e mantém a meta de universalização até 2028, o que colocaria o Estado na liderança nacional do setor.
Austeridade mantida em 2026
À margem da solenidade, durante entrevista coletiva, Riedel confirmou que a política de contenção de gastos seguirá ao longo de 2026. Segundo o governador, a austeridade é uma diretriz inegociável para preservar o equilíbrio fiscal e a capacidade de investimento, sobretudo diante das incertezas econômicas e da queda de receitas específicas, como a arrecadação ligada ao gás boliviano.
Mesmo com a perda superior a R$ 1 bilhão nesse segmento, o Estado encerrou o último exercício com classificação CAPAG-B, indicador que atesta boa capacidade de pagamento. Para compensar a redução de receitas, o governo articulou a migração de empresas do setor de gás para o território sul-mato-grossense e contou com o apoio da Assembleia na autorização de empréstimos voltados exclusivamente a investimentos em infraestrutura.
Segundo Riedel, essa estratégia permitiu preservar recursos para políticas públicas sem comprometer o custeio da máquina administrativa.
Juros, crescimento e cenário nacional
Ao analisar o contexto macroeconômico, o governador defendeu a redução da taxa básica de juros como condição para um crescimento mais robusto do país e do Estado. Para ele, o atual patamar da Selic limita o setor produtivo e favorece o capital especulativo em detrimento da economia real.
Riedel também ressaltou a relação institucional com o governo federal, afirmando que diferenças ideológicas não impediram parcerias em projetos estruturantes. Citou nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao afirmar que a condução republicana do diálogo tem garantido investimentos e ações conjuntas em benefício de Mato Grosso do Sul.
Infraestrutura, investimentos e apoio aos municípios
No campo da infraestrutura, o governo projeta, até o fim de 2026, a pavimentação de 855 quilômetros de rodovias e a restauração de outros 599 quilômetros, com investimentos diretos estimados em R$ 4 bilhões. Riedel mencionou ainda a concessão da chamada Rota da Celulose, que prevê R$ 10 bilhões em aportes privados, além dos avanços da Rota Bioceânica e do leilão da ferrovia Malha Oeste.
Outro ponto enfatizado foi o apoio direto às prefeituras. O Estado assumiu a gestão de 8,2 mil alunos da educação básica antes sob responsabilidade municipal, permitindo que os municípios redirecionem recursos para a expansão de vagas em creches e na educação infantil.
Ano eleitoral e papel do Parlamento
Ao receber formalmente a mensagem do Executivo, Gerson Claro reafirmou o compromisso da Assembleia com a democracia e destacou que 2026, por ser ano eleitoral, exigirá maturidade política. Segundo o presidente da Casa, o Legislativo já demonstrou capacidade de separar o calendário eleitoral do dever institucional e manter o ritmo de trabalho.
Com a abertura oficial dos trabalhos, Executivo e Legislativo sinalizam que o último ano da legislatura será pautado pela continuidade das políticas fiscais, pela execução de grandes projetos estruturantes e pelo esforço de manter estabilidade política em um período de intensificação do debate público.
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