24/05/2024 - Edição 540

Legislativo

Elizeu Dionizio e bancada evangélica defendem espaço da Quinta Gospel

Publicado em 08/08/2014 12:00 -

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Durante a sessão do último dia 7 ocorreu uma discussão na Câmara Municipal de Campo Grande sobre um ofício encaminhado pela Secretaria Municipal de Cultura, não autorizando a apresentação na Quinta Gospel da artista Rita Ribeiro, que compõe o projeto 'Tecnomacumba', com músicas advindas do Candomblé e da Umbanda.

Segundo o vereador Elizeu Dionísio, a Lei 7.193/12, que institui na Praça do Radio Clube a Quinta Gospel no Município de Campo Grande tem em sua justificativa a criação do evento para atender a população cristã, que, “através de sua fé soma e muito em nosso município”.

Por se posicionarem a favor do veto da secretária Juliana Zorzo ao ofício encaminhado por Elson Borges dos Santos, presidente da Tenda de Umbanda Pai Joaquim de Angola, que solicitava a participação da artista, os vereadores da bancada evangélica foram acusados de não entender o termo ‘gospel’ e desconhecer o teor da lei em questão.

Em sua defesa, Dionizio afirmou que esse tipo de situação vem se repetindo ano após ano e que não se pode mais confundir religião com cultura. “Temos que deixar claro que essa não é uma discussão de fé, é uma discussão sobre a inadequação do uso do evento para a realização deste show, que não se encaixa na natureza da lei, que é direcionada ao segmento cristão”, explicou.

“Sempre somos vistos como os vilões da situação, principalmente os evangélicos. Com muito esforço conseguimos uma representatividade na Câmara Municipal que, em 2012, criou o evento. É o único evento municipal que contempla os evangélicos, enquanto as demais não nos representam e, ainda assim, colaboramos com eles por meio do pagamento de nossos impostos”, insistiu o vereador.

Elizeu Dionizio finalizou a defesa da bancada reforçando que, em momento algum, foi feito juízo de valor sobre a obra da artista Rita Ribeiro, mas sim sobre a inadequação da apresentação no evento. “Nós, evangélicos e cristãos, queremos apenas preservar o espaço adquirido no calendário oficial de eventos do município”.


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