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Legislativo

Deputados repudiam ataques misóginos e racistas à delegada de Dourados

Eles pedem investigações sobre as ofensas recebidas pela delegada Thays do Carmo Oliveira de Bessa

Publicado em 08/10/2025 3:11 - Semana On

Divulgação ALEMS

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Os deputados estaduais por Mato Grosso do Sul pediram abertura de investigações sobre crimes cometidos contra a delegada de Polícia Thays do Carmo Oliveira de Bessa, que atua na Depac de Dourados, após ataques de cunho misógino e racista serem feitos a ela durante a transmissão ao vivo em uma na rede social.

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Lia Nogueira (PSDB) trouxe o assunto durante a sessão desta terça-feira (7).  “Ataques de cunho preconceituosos, machistas e depreciativos proferidos contra a sua imagem, em uma entrevista, motivados por estereótipo, pela sua aparência e pela sua condição de ser mulher. Ela tem desempenhado com elevado padrão técnico, ético e comprometimento sua função e com os comentários colocam a mulher em uma situação de diminuição”, lamentou a deputada.

Segundo Lia, algumas das frases de ataque foram: “eu acho absurdo a mulher deixar a louça suja para combater o crime”; “Se essa delegada se perder no meio da Cracolândia, fica difícil identificar pela aparência, a bichinha está debulhada hein?”; “Nossa que delegada feia, tá mais para ser empregada doméstica”; “Ela deve ser empregada aqui da minha casa, tratar ela igual o cachorro aqui”.

Lia repudiou os ataques. “Comentário deploráveis. Isso demonstra o quanto o machismo e o ódio e estão nos matando. É por isso que nos matam no país e nós, enquanto representantes femininas, não podemos permitir isso. Lugar de criminoso é na cadeia. Faço também requerimento ao Ministério Público que acompanhe de perto. Não podemos deixar que mulheres sejam linchadas e agredidas dessa forma”, afirmou.

As Moções de Apoio apresentadas pelas deputadas Lia Nogueira e Gleice Jane (PT) serão transformadas em nome da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Gleice também ressaltou que os comentários são ofensas para deslegitimar mulheres em posições de liderança. “Absolutamente inadmissível que uma autoridade no pleno exercício de suas funções receba ataques sexistas, machistas, racistas, depreciativos, em tom abertamente preconceituoso que transcende da ofensa individual, e sim a estruturas historicamente excludentes, que buscou deslegitimar mulheres, em especial mulheres negras, que ocupam posição de poder, liderança. Reproduzem formas persistentes de violência simbólica”, ressaltou Gleice Jane.

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