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Legislativo

Deputada Gleice Jane manifesta preocupação com situação dos policiais penais de MS e cobra

Ela pede também a realização de concursos públicos e acompanhamento das negociações

Publicado em 12/12/2024 2:44 - Semana On

Divulgação ALEMS

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Na semana passada, durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a deputada Gleice Jane (PT) destacou sua preocupação com as condições de trabalho dos policiais penais no estado, especialmente a sobrecarga de horas extras enfrentada pela categoria. Segundo ela, embora a carga horária oficial seja de 40 horas semanais, muitos servidores têm cumprido jornadas de até 60 horas para atender às demandas.  

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“Hoje há uma dificuldade de efetivo. Eles me relataram que, embora a carga horária seja de 40 horas, estão fazendo em média 60 horas com hora extra. Como forma de reivindicação, decidiram deixar de fazer essas horas extras e se manifestar no Dia do Policial Penal. Quero parabenizar a categoria pela luta, mas também manifestar minha preocupação. Se deixarem de fazer hora extra, isso pode interferir diretamente no trabalho, afetando cerca de 50% da demanda”, pontuou.  

A parlamentar reforçou a necessidade de o governo atender as reivindicações da categoria, incluindo a realização de concursos públicos. “É importante que o governo escute essa categoria e faça concurso público. A Assembleia Legislativa precisa acompanhar essa negociação. Talvez designar uma comissão para tratar da demanda junto à categoria e ao governo do estado”, sugeriu.  

Gleice Jane voltou a abordar o tema, após receber relatos de servidores convocados de forma obrigatória para trabalhar em plantões extras. “Fui informada que servidores estão sendo convocados para fazer hora extra. Essa medida contradiz o movimento legítimo da categoria, que havia decidido suspender os plantões extras como forma de pressão. O governo precisa rever essa situação. Essa convocação, feita pelo diretor-presidente da Agepen, me preocupa e, na minha visão, está fora da legalidade”, afirmou.  

Para a deputada, a situação reflete a falta de respostas do governo estadual às demandas dos policiais penais e deve seguir gerando debates na Assembleia Legislativa, com parlamentares cobrando medidas efetivas do governo para solucionar o impasse e melhorar as condições de trabalho nos presídios do estado.


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