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Legislativo
Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira votaram contra distribuir gás de graça para população de baixa renda
Publicado em 03/02/2026 1:12 - Semana On
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) a Medida Provisória (MP) que instituiu o programa Gás do Povo, que assegura gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg) a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), e desde que tenha renda per capita de até meio salário mínimo.
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Foram 415 votos a favor e 29 contra. A MP, cuja validade termina em 11 de fevereiro, segue agora para votação no Senado. Na bancada de Mato Grosso do Sul, dois deputados federais votaram contra a MP: Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira (PL-MS).
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar. Atualmente, o programa está instalado em todas as capitais.
O Auxílio Gás, benefício atual que permite a compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões de famílias de baixa renda, será substituído. Em seu lugar, o Gás do Povo consolida a gratuidade do botijão em mais de 10 mil revendedoras credenciadas espalhadas pelo país.
“O Gás do Povo promove dignidade, desaperta o orçamento das famílias, garante segurança e inclusão energética”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanas-PB), durante a sessão de votação.
Os 29 deputados que votaram contra distribuir gás de graça para população de baixa renda:
Adriana Ventura (NOVO-SP)
Bia Kicis (PL-DF)
Bibo Nunes (PL-RS)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Chris Tonietto (PL-RJ)
Daniel Freitas (PL-SC)
Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
Eros Biondini (PL-MG)
Geovania de Sá (PSDB-SC)
Gilson Marques (NOVO-SC)
Guilherme Derrite (PP-SP)
Julia Zanatta (PL-SC)
Junio Amaral (PL-MG)
Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)
Luiz Lima (NOVO-RJ)
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
Marcel van Hattem (NOVO-RS)
Marcos Pollon (PL-MS)
Mario Frias (PL-SP)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (UNIÃO-RR)
Nikolas Ferreira (PL-MG)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Ricardo Salles (NOVO-SP)
Rodolfo Nogueira (PL-MS)
Sanderson (PL-RS)
Sargento Gonçalves (PL-RN)
Tião Medeiros (PP-PR)
Zé Trovão (PL-SC)
Campo Grande já iniciou entrega gratuita de botijões
Campo Grande iniciou no último dia 26 a implementação do programa, garantindo a entrega gratuita de botijões de gás de cozinha a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A estimativa é de que cerca de 26,3 mil famílias sejam atendidas apenas na capital. A ampliação para municípios do interior está prevista até março.
O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Em Campo Grande, 16 revendas já estão habilitadas para a distribuição dos botijões e outras 13 finalizam o processo de credenciamento. Os estabelecimentos participantes são identificados por cartazes oficiais.
Segundo a secretária nacional do MDS, Analúcia Alonso, o credenciamento das revendas é simplificado e ocorre de forma digital, por meio do site da Caixa Econômica Federal. As empresas precisam ter CNPJ ativo, autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e passam a operar com um equipamento eletrônico que valida o benefício no momento da retirada.
Mudança no modelo do benefício
O Gás do Povo substitui o antigo Auxílio Gás e introduz uma alteração central: o repasse deixa de ser feito em dinheiro. A partir de agora, o benefício é concedido diretamente na forma do botijão cheio, reduzindo o risco de desvio de finalidade e garantindo o uso exclusivo para o preparo de alimentos.
Criado por medida provisória editada em novembro do ano passado, o programa ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar permanente. Presidente da comissão mista que analisa a proposta, o senador Nelsinho Trad alertou que a MP perde validade em 11 de fevereiro, caso não seja votada. A expectativa é que a matéria seja pautada em regime de urgência pelo Congresso Nacional.
Ampliação do alcance
De acordo com o governo federal, a reformulação do programa permitirá uma expansão significativa do público atendido. O secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, afirmou que o número de famílias beneficiadas deve saltar de cerca de 5 milhões para 15,5 milhões em todo o país, ampliando também o alcance territorial da política de incentivo ao cozimento limpo.
Em Mato Grosso do Sul, a meta é atender 151,8 mil famílias, incluindo municípios do interior a partir dos próximos meses.
Quem pode receber o Gás do Povo
Para ter direito ao benefício, a família precisa atender aos seguintes critérios:
– Estar inscrita no CadÚnico;
– Ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa;
– Manter o cadastro atualizado nos últimos 24 meses;
– Ter CPF regular, sem pendências.
A inclusão é automática, sem necessidade de inscrição específica. Basta que os dados estejam corretos e atualizados no sistema.
Consulta e retirada
As informações sobre disponibilidade do benefício, prazos e revendas credenciadas podem ser consultadas no aplicativo Meu Social, do Ministério do Desenvolvimento Social.
A retirada do botijão pode ser feita mediante:
– Cartão do Bolsa Família, com senha;
– Cartão de débito da Caixa, com senha;
– CPF, com código de validação enviado ao celular cadastrado.
A quantidade de botijões varia conforme o número de integrantes da família:
– Duas ou três pessoas: quatro botijões por ano, com intervalo de três meses;
– Quatro ou mais pessoas: seis botijões por ano, com intervalo mínimo de dois meses.
O benefício não é acumulativo e segue calendário definido pelo governo federal.
Campo Grande inicia entrega gratuita de botijões pelo Gás do Povo
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