21/02/2024 - Edição 525

Entrevista

Marcos Alex fala de suas propostas para Campo Grande

Publicado em 12/09/2016 12:00 -

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Marcos Alex Azevedo de Melo tem 54 anos, nasceu em Fátima do Sul e é graduado em História. Foi secretário de Governo na gestão de Zeca do PT, vereador em quatro mandatos e vice-presidente da Câmara Municipal. É candidato a prefeito de Campo Grande pelo PT.

 

Tradicionalmente a Saúde no país tem sido tratada sob a ótica “hospitalocêntrica”, com foco nos hospitais, na remediação da doença já instalada, ao invés do modelo que foca a prevenção. Que modelo de Saúde pretende adotar em Campo Grande?

Esta visão da saúde de forma mais ampla, que traz a prevenção como parte deste processo é fundamental, faz parte de um modelo que defendemos. Uma coisa é a prevenção, que será priorizada por meio da atenção básica, com a melhor estruturação das unidades básicas da saúde da família. Temos que considerar as campanhas para alimentação saudável, prática de atividades físicas como importantes para prevenção à saúde. Neste sentido, outro trabalho essencial que será valorizado é o dos agentes comunitários de saúde e agentes de endemias, que fazem o contato diário com a população para evitar que nossa cidade adoeça. Mas como não se pode descuidar do atendimento, vamos criar o plano de cargos e carreira para valorizar o servidor e dialogar com o Sindicato dos Médicos e o Conselho Municipal de Saúde para evitar a falta de médicos. As unidades serão comandadas por servidor de carreira. Também vamos estruturar melhor nossos centros regionais e UPAS, com a informatização dos consultórios, o que tornará a consulta mais ágil e segura. Ainda temos que acabar com o gargalo da média complexidade, que requer exames de tomografia, ressonância e mamografia, por exemplo. Por isso, propomos construir, de forma modular, o hospital municipal.

Que mudança fundamental pretende adotar na Rede Municipal de Ensino para oferecer uma Educação de qualidade aos jovens da capital?

Inicialmente, implantar a gestão democrática nas escolas e ceinf's, com eleições diretas para diretor e diretor adjunto. Depois cumprir a lei do piso salarial para jornada de 20h semanais. Acabar com a fila de espera para vagas nos ceinf's é outro compromisso para possibilitar a socialização e o aprendizado lúdico desde à creche. Queremos garantir 60% dos alunos da Reme na escola de tempo integral em 4 anos. Duas coisas são fundamentais para que a Rede Municipal funcione com a qualidade que desejamos, profissionais da educação motivados, valorizados e a participação da comunidade.

O Transporte começa a ser um ponto de estrangulamento em Campo Grande. Que medidas pretende tomar para fazer frente a este desafio?

Incialmente executar os projetos que estão bem encaminhados, que já receberam recursos do PAC Mobilidade do governo federal desde 2013, e que não foram realizados por falta de competência administrativa. Ou seja, é preciso tirar do papel e implantar o viaduto na Av. Interlagos com a Gury Marques e as intervenções na Avenida Mato Grosso para fazer o trânsito fluir na Avenida Nely Martins. São quatro os grandes projetos no Ministério das Cidades que deveriam estar sendo executados. Vamos garantir os recursos e executá-los. São projetos que preveem a reestruturação do sistema integrado do transporte e a requalificação dos eixos estruturadores do transporte coletivo. Também temos outras medidas que vão reduzir esses estrangulamentos, que são a melhoria da qualidade do transporte coletivo, com implantação de corredores para os ônibus, e a interligação das ciclovias da região central com os bairros, além da construção de ciclofaixas nos bairros até os terminais de transbordo. Os usuários vão poder colocar a bicicleta nos bicicletários nos terminais e seguirem viagem de ônibus.

Que ações serão efetivadas para a geração de emprego e renda em Campo Grande?

Para incentivar a geração de emprego vamos priorizar as empresas locais, desde a microempresa. Vamos ter nossa própria usina de asfalto para garantir a qualidade, o menor custo e procurar faze contratos com diversas empresas menores para fazer o tapa buraco. Outra medida será o cartão educação, possibilitando que o material escolar seja adquirido nas livrarias credenciadas pela Prefeitura, ou seja, injetamos cerca de R$ 6 milhões por ano no comércio da Capital, sem atrasos na entrega de material, como acontece atualmente. Também queremos descentralizar a compra da merenda escolar, de forma que as escolas possam comprar direto do pequeno agricultor familiar. São medidas simples, que depende apenas da vontade política do gestor. Campo grande ainda tem uma vocação para o turismo muito pouca explorada. O Pantanal e Bonito recebem turistas do mundo inteiro durante todo o ano. Nossa Capital precisa se inserir nesse roteiro. Economicamente falando, vamos potencializar a cidade para receber o turista e oferecer serviços.

Em uma cidade de quase um milhão de habitantes é natural que a questão da segurança pública necessite de atenção redobrada. Que medidas pretende tomar nesta área?

A segurança pública é basicamente uma prerrogativa do governo estadual. Mas é na cidade que as pessoas vivem e o prefeito precisa criar as condições para tornar a cidade segura à população. Primeiro, o reconhecimento e a elaboração do plano de cargos e carreira à Guarda Municipal. Fortalecer os conselhos comunitários de segurança e implantar o gabinete de segurança integrada (GSI), ao mesmo tempo da implantação do vídeo monitoramento em todas as saídas e corredores comerciais da Capital. A iluminação pública eficiente, com lâmpadas de Led, também será uma medida para garantir a segurança nos bairros e no centro.

Uma das principais preocupações dos brasileiros na atualidade é a Transparência na gestão e o combate a Corrupção. Como pretende encarar estes aspectos vitais para a administração pública?

Já existem os instrumentos para fortalecer a transparência na gestão, o site transparência é uma delas. É preciso mudar a cultura, acreditar que como cidadãos devemos participar e acompanhar. Como prefeito, vamos criar e fortalecer os canais de participação e controle, temos, por exemplo, conselhos em todas as áreas da administração municipal, e nós queremos dividir a responsabilidade no combate a corrupção, faremos nossa parte e incentivaremos que a população faça a sua. Nossa candidatura tem como principal característica a mudança no modo de governar Campo Grande, invertendo as prioridades e democratizando a gestão. O acesso a informação será algo natural na nossa administração.

Que peso tem em sua concepção de governo a participação popular na gestão? Que mecanismos práticos pretende adotar para facilitar a participação popular na gestão?

Para nós, a participação popular é fundamental em uma gestão pública. É compromisso nosso a implantação do orçamento participativo, uma ferramenta de debate, de diálogo e encaminhamento de propostas vindas da sociedade. Vamos valorizar a participação dos conselhos municipais na construção das políticas públicas e atendimento à população. Queremos estimular a participação popular, das associações de bairros e movimentos sociais nos conselhos municipais, que deverão ser participativos, democráticos e valorizados, de forma que cumpram sua função primordial de dar acesso ao debate e aos rumos das decisões da Prefeitura ao povo.


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