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Cultura e Entretenimento

Música no coração do cerrado

Shows gratuitos agitam Parque das Nações Indígenas

Publicado em 18/04/2025 9:13 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Com apresentações gratuitas de grandes nomes da música brasileira, Campo Grande se prepara para uma temporada de espetáculos ao ar livre que promete movimentar a cena cultural local. O projeto MS Ao Vivo, que integra a programação dos festivais de Mato Grosso do Sul, confirmou sete shows nacionais no Parque das Nações Indígenas, entre os meses de maio e novembro. A abertura será no dia 4 de maio, com a cantora Luísa Sonza, e o encerramento está previsto para 23 de novembro, com uma atração surpresa ainda não revelada.

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O anúncio foi feito durante o lançamento oficial dos festivais de MS na World Travel Market Latin America (WTM), em São Paulo. A escolha do evento como palco para a divulgação não foi casual: a WTM é considerada uma das principais vitrines do setor turístico na América Latina, e a intenção do governo estadual é justamente posicionar o Mato Grosso do Sul como um destino cultural e turístico de destaque no Brasil.

Além de Luísa Sonza, nomes como Vanessa da Mata, Liniker, Michel Teló e o grupo Atitude 67 também estão confirmados. Todos os shows ocorrerão aos domingos, reforçando a proposta de transformar os fins de semana em experiências coletivas de cultura e lazer. As apresentações acontecem no Parque das Nações Indígenas, um dos principais cartões-postais de Campo Grande, conhecido por sua integração entre natureza e vida urbana.

O festival não apenas democratiza o acesso à música, como também impulsiona a economia local, estimulando setores como gastronomia, turismo e comércio informal. Iniciativas semelhantes, como o projeto Som na Concha, realizado em Salvador, ou o Viradão Cultural, em Belo Horizonte, já demonstraram o potencial de eventos gratuitos na revitalização dos espaços públicos e na promoção da cultura popular.

Ao apostar em um line-up diverso, que vai do pop ao samba, do sertanejo à MPB, o MS Ao Vivo reflete a pluralidade musical do Brasil. E, mais do que isso, reafirma o papel da arte como vetor de encontro, expressão e pertencimento. “A cultura não é ornamento. É a base simbólica que sustenta nossa identidade coletiva”, já disse o sociólogo Néstor García Canclini, em sua obra Consumidores e Cidadãos (Edusp, 1999).

Para além do entretenimento, a iniciativa reafirma o compromisso do estado com o acesso democrático à cultura — um passo fundamental em tempos em que políticas públicas na área enfrentam cortes e desmonte em várias regiões do país.

A programação completa dos shows deve ser divulgada nas próximas semanas, mas a expectativa já é alta. Afinal, música boa, entrada franca e um cenário natural exuberante formam a receita certa para domingos memoráveis em Campo Grande.

Confira o calendário:

4 de maio – Luísa Sonza

15 de junho – Atitude 67

13 de julho – João Gomes

17 de agosto – Vanessa da Mata

7 de setembro – Liniker

12 de outubro – Michel Teló

23 de novembro – Atração surpresa

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