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Cultura e Entretenimento
Governo reforça segurança e pautas sociais para garantir folia inclusiva e protegida na Capital
Publicado em 01/02/2026 10:39 - Semana On
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Com expectativa de reunir mais de 100 mil foliões ao longo da programação, o Carnaval de Campo Grande de 2026 chega fortalecido por um robusto investimento público e pela consolidação do evento como um dos principais motores culturais, econômicos e turísticos da Capital. A estimativa de público considera tanto os blocos de rua, que devem concentrar grande parte dos foliões, quanto os desfiles das escolas de samba, previstos para os dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa – região da Vila Sobrinho, oeste da cidade.
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Aproximadamente R$ 2,6 milhões foram destinados pelo Governo de Mato Grosso do Sul à Liga das Escolas de Samba, o dobro do investido no ano passado. A programação integrada reforça o conceito de um Carnaval único, que une diferentes manifestações culturais e amplia o fluxo de visitantes vindos do interior do Estado e de outras regiões do país.
Durante entrevista coletiva realizada no MIS (Museu da Imagem e do Som) quarta-feira (28), representantes do Governo do Estado, da prefeitura e das entidades carnavalescas destacaram o aporte financeiro, que reflete a estratégia de ampliar o alcance do Carnaval como instrumento de fomento à economia criativa e à geração de renda.
“É um investimento que a gente considera significativo, uma evolução muito grande, principalmente considerando o retorno que isso deu em termos de fomento. Então, é um orgulho muito grande a gente ter tido esse aporte, que com a certeza terá retorno tanto na valorização da nossa cultura como na questão da geração de renda para a nossa população”, frisou o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda.
Já o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, destaca que o conceito de que o Carnaval de Campo Grande é uma coisa só, considerando os blocos e as escolas de samba que animam as ruas da cidade durante o período festivo.
“Ela [a festa] acaba se dividindo entre blocos e escolas. Então é muito importante nós chamarmos de Carnaval de Campo Grande, porque hoje nós temos uma grande intenção. Nessa época já existe um fluxo turístico para Campo Grande, de pessoas do interior, de outros estados, pois o nosso Carnaval já se tornou referência. Então é muito importante que a gente una essas forças tanto nas escolas de samba como dos blocos de Carnaval”, comenta Mendes.
O investimento público no Carnaval viabiliza uma estrutura de grande porte, com palcos, iluminação, som, serviços de apoio e logística, além de garantir melhores condições para artistas, trabalhadores da cultura e entidades carnavalescas. O impacto econômico é sentido em diversos setores, como comércio, hotelaria, alimentação e transporte, fortalecendo a cadeia produtiva ligada ao turismo e ao entretenimento.
Além dos desfiles, o calendário oficial inclui ações culturais paralelas, como a Mostra das Fantasias Carnavalescas, valorizando os carnavalescos e a produção artística local. Para os blocos, a expectativa é oferecer uma experiência organizada e segura para um público cada vez maior, consolidando o carnaval de rua como patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso do Sul.
Presidente da Lienca (Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande), Alan Catharinelli agradeceu ao Governo do Estado pelos recursos e infraestrutura para realizar o Carnaval.
“O desfile das Escolas de Samba de Campo Grande acontece na Praça do Papa nos dias 16 e 17 de fevereiro, com uma super estrutura financiada pela Prefeitura e pelo Governo do Estado. Também faz parte do nosso calendário a Mostra das Fantasias Carnavalescas no Armazém Cultural, como uma valorização dos nossos carnavalescos. A Liga está de mãos dadas com o Governo do Estado e a Prefeitura para fazer um Carnaval alegre, festivo e inclusivo com muita segurança para as famílias”.
Já o presidente do ABC (Aglomerado de Blocos de Rua de Campo Grande), Thallyson Perez, revelou estar satisfeito com os esforços empregados, já que o Carnaval é um patrimônio imaterial de toda a sociedade brasileira, e não poderia ser diferente aqui em Mato Grosso do Sul.
“Esse ano a gente traz bastante novidades. A gente tem uma estrutura para atender mais de 100 mil foliões, fazer uma festa bem legal por todo mundo. Temos compromisso com o acesso de todos os blocos, com todos os foliões que a gente tem dentro da nossa entidade. E logo se levanta várias pautas sociais de inclusão, e também que eu gostaria de agradecer porque ninguém faz Carnaval sozinho. Agradecer ao Governo do Estado por ser um grande parceiro da nossa identidade. A gente está bem feliz para fazer um Carnaval bem inclusivo para todo mundo”.
Com a combinação entre investimento governamental, grande público esperado e planejamento integrado, o Carnaval de Campo Grande avança como um evento estratégico para o desenvolvimento cultural e econômico da Capital, reafirmando sua importância no calendário oficial de eventos do Estado.
Governo de MS reforça segurança e pautas sociais para garantir folia inclusiva e protegida na Capital
O Carnaval de Campo Grande em 2026 será marcado por uma atuação integrada entre Governo do Estado, prefeitura, forças de segurança pública e instituições de defesa de direitos individuais e coletivos, reforçando o compromisso de garantir uma festa popular, inclusiva e segura para todos. Durante entrevista coletiva realizada no MIS (Museu da Imagem e do Som) na quarta-feira (28), representantes das áreas de cultura e segurança detalharam as ações planejadas.
Entre os principais eixos de trabalho estão o reforço no policiamento, com a prevenção de crimes em geral, combate ao assédio e proteção de públicos vulneráveis, especialmente em eventos de grande concentração de pessoas. Em paralelo ao trabalho ostensivo, o Carnaval deste ano também ganha força no campo das pautas sociais.
Cerca de 180 policiais serão empregados diariamente para atuar especificamente no Carnaval, com apoio do Batalhão de Choque e do policiamento montado, responsável pela segurança no perímetro externo dos eventos. A estratégia inclui o fechamento de acessos, revistas preventivas e a proibição da entrada de objetos cortantes, modelo já adotado em anos anteriores e que apresentou resultados positivos na redução de ocorrências.
Já os coletivos de blocos independentes e entidades organizadoras reforçam a importância de um ambiente respeitoso, com ações de conscientização contra o assédio e a violência, especialmente direcionadas a mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade. A proposta é transformar a folia em um espaço de liberdade, mas também de responsabilidade coletiva.
“Tivemos diversas reuniões nesse mês de janeiro com o Estado e o município para que a gente alinhasse, e também com as escolas de samba e os blocos. Estamos em momento de planejamento, mas já definimos que cerca de 180 policiais militares atuarão em todas as noites”, frisa o comandando do Policiamento Metropolitano da PM, coronel Emerson de Almeida Vicente.
Coordenadora do Núcleo Criminal da Defensoria Pública, Francianny Cristiane da Silva Santos informou que a Defensoria deve fazer uma campanha para conscientização de direitos, para divulgação de como acessar a defensoria em caso de violação de direitos, sendo um canal de denúncia. “A gente vai distribuir material impresso, inclusive com quem for formular denúncias, com o número do plantão da Defensoria para que a população acesse em caso de necessidade”.
Representando os blocos independentes, Karla Valeska agradeceu a oportunidade de também participar do Carnaval. “Nós somos um coletivo de mulheres feministas, estamos trazendo uma discussão sobre a questão do assédio, principalmente as populações vulneráveis neste momento sensível que é o Carnaval, que requer atenção, a gente vem construindo esse diálogo com vários parceiros, a gente tem feito esse diálogo de forma muito bacana, muito consistente. Precisamos dessa união e desse olhar coletivo”.
Segundo os organizadores, a articulação entre poder público, entidades culturais, blocos de rua e instituições de segurança demonstra uma mudança de paradigma na realização do Carnaval de Campo Grande, que passa a ser visto não apenas como um evento cultural e turístico, mas também como um espaço de cidadania, inclusão e proteção social.
Com investimentos públicos, fortalecimento das políticas de segurança e o engajamento de diferentes setores da sociedade, a expectativa é de que o Carnaval de Campo Grande consolide-se como um exemplo de festa popular que alia alegria, diversidade e cuidado com as pessoas.
Carnaval 2026 em Campo Grande projeta público recorde e impacto econômico
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