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Cultura e Entretenimento

MIS celebra a memória do Estado com Mostra Memória do Cinema – MS 40 Anos

Publicado em 21/09/2017 12:00 -

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Celebrar a memória de Mato Grosso do Sul por meio de fotos, imagens, cartazes de filmes, álbuns de vinil antigos dos nossos artistas, tudo produzido por aqui. É esta a intenção da Mostra Memória do Cinema – MS 40 Anos, no Museu da Imagem e do Som (MIS).

Na abertura da Mostra (18), a grande homenageada foi a idealizadora do MIS – considerada a “mãe biológica” do museu – Idara Duncan. Idara lutou por dois anos para a implantação do Museu na época em que era secretária de Cultura, quando finalmente o MIS foi oficialmente criado em 9 de dezembro de 1997. A inauguração se deu em 28 de dezembro do ano seguinte, e a primeira sede foi no subsolo do Palácio Popular da Cultura.

“A criação do MIS é de toda uma geração de pessoas ligadas à música, à fotografia e ao cinema nesse Estado. É uma coisa que representa o que o Estado quer e precisa. O MIS abriga tudo o que aconteceu em imagens, filmes, o que as pessoas fizeram com todo o sacrifício. Eram realmente os amantes da cultura. As coisas foram crescendo, o material se acumulando, e precisávamos de espaço. O que eu fiz foi só alinhavar para conseguir registrar e acolher toda essa riqueza que é a nossa história e a vida do nosso povo. As pessoas se uniram por um ideal, que era um ideal coletivo. Um povo não existe sem memória. Divido essa homenagem com todos que estão aqui e que participaram dessa história e os que a continuaram. O MIS é um exemplo para as outras unidades da Federação”, afirmou.

A Mostra traz, entre outras atrações, parte do acervo do projeto Memória Fonográfica, cedido pelo pesquisador Carlos Luz, que recebeu recursos do Fundo de Investimentos Culturais da Fundação de Cultura de MS. “Essa pesquisa eu comecei há 17 anos, quando fiz parte da gravadora Sapucai e fazia catálogo para vender nossos músicos lá fora. Em 2000, com o catálogo, veio a preocupação de preservar a memória. A dificuldade de se conseguir um vinil era imensa pois, às vezes, a tiragem era pequena, era difícil conseguir exemplares no meio de muitos discos gravados há 50 anos. Aí vieram os colaboradores. A Idara cedeu seu acervo para a pesquisa. Os meus amigos me ajudaram muito porque eles viam a preocupação com a memória. O vinil tem muita arte. A história no vinil reflete muito a nossa realidade cultural. Não existe museu sem acervo, o projeto é para preservar a história e relembrar”.

A atual coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, agradeceu Idara Duncan pela criação do museu e falou um pouco sobre os projetos de comemoração dos 20 anos. “Pensei em fazer um ato de entrega para as pessoas conhecerem o trabalho do Carlos. Quando eu estava gravando “A Dama do Rasqueado” a Delinha me entregou duas caixas de seus discos, que para recuperar eu falei com o Carlos Luz. Ele disponibilizou o conteúdo digitalizado no pen drive. Eu fiquei muito feliz porque é um trabalho muito difícil, digitalizar todas as músicas. As capas dos discos também são recuperadas, é um trabalho super valioso. Agora mais de 300 discos fazem parte do acervo do museu, para consulta de toda a comunidade. Até dezembro temos o desafio de fazer 20 atividades celebrativas dos 20 anos. Em outubro, exibiremos 40 filmes em comemoração aos 40 anos do Estado. Agradeço a todos os que depositam sua memória aqui no museu”.

Na Mostra, cartazes, fotos, câmeras e projetores contam uma parte da rica trajetória das produções audiovisuais em Mato Grosso do Sul mesmo antes da separação do estado-irmão.

A entrada é franca e a exposição está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, até o dia 17 de novembro. O Museu da Imagem e do Som está no 3º andar do Memorial da Cultura, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, Centro.


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