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Cultura e Entretenimento

Kikiô vira livro infantil

Publicado em 24/08/2017 12:00 -

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Quando foi criada, em 1980, Kikiô foi a maior reação de seu compositor, o músico sul-mato-grossense Geraldo Espíndola, em relação à situação indígena onde o Estado era palco. Foi uma forma sensível e respeitosa de explicar, sob forma de música, como as etnias indígenas se formaram e se espalharam pelo território que atualmente é o Brasil.

Rapidamente, a canção se tornou um hino, principalmente quando foi interpretada publicamente pela primeira vez, em 1981, em um encontro dos Ameríndios, no qual o líder indígena Marçal de Souza esteve presente. "Foi a primeira apresentação dessa música, que eu criei no contrabaixo, em ritmo de reggae. É como estará no livro", conta Espíndola.

O livro, no caso, é a novidade envolvendo a canção. Os versos da música ganharam imagens e juntos compõem uma excelente proposta de educação para a diversidade étnica para crianças. A letra continua intacta, mas ganhou cores e formas, sob os traços dos artistas Wanick Correia e o Alexandre Leone.

"Foram mais de seis anos desde que recebemos a proposta da editora Alvorada de lançar Kikiô em forma de livro. Naquele momento, nós entendemos a proposta deles, e recebemos croquis de artistas renomados mundialmente, mas nenhum casou tão bem como a proposta do Wanick e do Alexandre", conta Dalila Saldanha, produtora, que afirma que para o resultado, os ilustradores fizeram uma profunda pesquisa sobre etnias indígenas brasileiras.

A proposta pedagógica da obra infantil também recorre às mídias digitais e trará um CD com a gravação de Kikiô em seus arranjos originais, ou seja, no contrabaixo. "Essa música, neste arranjo, traduz bem a minha preocupação, à época, de trazer nas minha composições essa curiosidade de misturar línguas e identidades", conta o músico.

Teatro

Não é a primeira vez que Kikio é traduzida para outra modalidade artística. Pelas mãos de Flávia Silveira e Jorge de Barros, do Grupo Guavira, a canção se tornou um espetáculo teatral de bonecos, que conta em versos líricos o surgimento de etnias indígenas.


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