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Cultura e Entretenimento

Campão Cultural: festival fortalece artistas locais

Circuito Comunidades quer democratizar o acesso às atrações culturais

Publicado em 15/03/2025 11:08 - Semana On

Divulgação Gov MS

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O Campão Cultural – III Festival de Arte, Diversidade e Cidadania acontece na Capital sul-mato-grossense entre os dias 27 e 30 de março e entre 4 e 6 de abril, contando com intensa programação em diversos locais e atrações artísticas espalhadas pela cidade.

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Espaço para todos, onde a arte, a expressão, a coragem e o espírito coletivo ganham forma e sentido, o Campão Cultural é a celebração da criatividade que nasce, cresce, se reproduz nas ruas, e não morre. Ela se transforma em resistência, em inclusão e em liberdade.

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, explicou que a ideia agora foi fazer um festival mais de rua, mais urbano. “A nossa ideia foi que nós invadíssemos alguns espaços públicos e utilizássemos isso de forma mais presente nas comunidades, que nós fôssemos nos bairros, que a gente pudesse fortalecer a cultura de rua e as atividades culturais nesses lugares”.

A programação começa dia 27 deste mês, uma quinta-feira, com mural de graffiti do paulistano Dicesarlove em um prédio da região central de Campo Grande, além da exposição Urban Skechers no MIS (Museu da Imagem e do Som), da exposição coletiva Elos na galeria Wega Nery do Centro Cultural José Octávio Guizzo, e da intervenção de grafite na Vila Almeida, com Diego Zori.

No período da tarde ainda haverá o Pantanal Film Festival no MIS e o Vivências Artísticas, com artistas visuais, no Circuito Universidade UEMS.

Entre as atrações nacionais estão: Banda Black Rio convida Thulla Melo; Isabel Fillardis convida Sandra de Sá; Dani Black; Mental Bastrato; Os Garotin; e Marina Peralta convida Bia Ferreira.

Toda a programação vai trazer espetáculos de circo, de dança de teatro, shows musicais, tenda de comercialização de artes visuais, Circuito Comunidades em bairros da Capital, performances de hip hop, Catedral Erudita, Batalha Ballroom Kiki Ball, batalha de Breaking, oficinas, Circuito Universidades, Vivências Artísticas com artistas visuais, campeonato de skate, exibição de filmes, concurso de Cosplay, de Just Dance, de K-Pop, Campeonato de Video Game e Quadrinhos, blocos de carnaval e desfile de marcas autorais de MS.

Para o secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, houve uma mudança de formato significativa em relação ao Campão, uma questão conceitual.

“Nós estamos utilizando praticamente todo o recurso para valorizar os artistas de Mato Grosso do Sul. Diferente de edições anteriores, que foram um sucesso, mas hoje nós temos duas atrações nacionais e os demais são de Mato Grosso do Sul, atendendo a uma reivindicação da classe, do Conselho, discutido amplamente na Fundação de Cultura, a gente precisa criar oportunidades de circulação para os nossos artistas”.

Completando a programação, também será realizada a Feira da Música do Campão, no Centro Cultural José Octávio Guizzo com painéis, palestras e shows.

Entre os participantes estão Oscar Mosqueira, Felipe Gonzalez, Hernan Halak, Eder Rubens da Silva, Fabi Fernandes, Willy Suchar, Afonso Rodrigues, Aly Ladislau, Armanda Souza, Sara Loiola, Lillian Soares, Marina Amano, Dani Pepper, Larissa Conforto, Molho Negro, Julia Aissa, Larissa Sossai, Alessandro Veludo, Thays Nogueira, Demetrius Hernandes, Dagata, Maringá Borgert, Ivan Torres, Bruna Campos, David Dines, Nicole Patrício, Ed Guerreiro, Dani Ribas, Michelly Mury, Dovalle, SoulRa, Octavio Cardozzo, Dinho Souza, entre outros.

Diretor-adjunto da Fundação de Cultura e diretor-geral do Campão Cultura, Carlos Heitor disse que esse novo formato que a Fundação junto com a Setesc pensou do Campão Cultural exige montar uma logística um tanto quanto complexa, mas que também é um desafio novo para a equipe.

“Nós teremos quatro parques, o Jacques da Luz, nas Moreninhas, o Ayrton Sena, no Aero Rancho, o Tarsila do Amaral no Centro de Múltiplas Atividades, e na Vila Almeida também no Centro de Múltiplas Atividades. Nós teremos o palco na Orla Morena com as batalhas, a Concha Acústica Helena Meirelles, a Praça do Rádio, o Centro Cultural José Octavio Guizzo, o Museu da Imagem e do Som e na rua 14 de Julho nós usaremos nos dias 4, 5 e 6 de abril”.

Já o secretário-executivo de Cultura da prefeitura de Campo Grande, Valdir Gomes, afirmou que a cultura da Capital, junto com o Estado, está tendo um novo gás e respirando bastante.

“Eu tenho certeza que o Campão Cultural não vai ser um desafio difícil não, a gente vai estar empenhado porque quando a gente faz querendo fazer, não tem porque não dar certo. É uma responsabilidade, é um trabalho grande, é um trabalho bonito que tem que ser feito, eu acho que a cultura de Campo Grande, juntamente agora com o estado, está respirando bastante e nós estamos lutando por isso”.

Circuito Comunidades quer democratizar o acesso às atrações culturais

Uma das realizações durante o festival Campão Cultural é o Circuito Comunidades, que visa democratizar o acesso às atrações culturais, com espetáculos e shows realizados em diferentes locais em comunidades distantes do centro da cidade.

Este ano, vão acontecer apresentações culturais no Parque Tarsila do Amaral, no Poliesportivo Mamede Assem José (Vila Almeida), no Complexo Poliesportivo do Parque Ayrton Sena (Aero Rancho) e no Complexo Poliesportivo do Parque Jacques da Luz (Moreninhas).

Zito Ferrari, diretor da Difusão Cultural da FCMS, afirma que o Circuito Comunidades vem justamente para atender a comunidade, com o objetivo da democratização da cultura.

“Quando a gente propõe algum festival, a gente centraliza muito no centro da cidade, e o que nós estamos querendo fazer, o objetivo maior é justamente essa descentralização, é a gente levar a cultura, levar o artista onde o povo está, o atendimento a toda a comunidade campo-grandense”, frisa o diretor, que completa.

“O Campão é o único grande projeto que nós temos de Festival em Campo Grande, na capital. Nos festivais já existentes, o Festival de Inverno de Bonito e o Festival América do Sul, não precisamos fazer esse tipo de proposta que a gente faz no Campão, porque são cidades menores e a própria programação do centro da cidade já atende toda a comunidade daquele município. Então, o objetivo é ir para as comunidades, ir onde o povo está, para as pessoas não precisarem se deslocar. Nas outras edições o atendimento às comunidades não tinha esse nome de Circuito Comunidades e era mais acanhado, a gente está aumentando um pouquinho mais e tentando atender os quatro cantos da capital. Tentamos levar todas as linguagens, não somente música, mas também dança, teatro, literatura, tudo que vai acontecer no Campão”, afirma Zito Ferrari.

Já para Eduardo Mendes, diretor presidente da FCMS, “o Circuito Comunidades é um dos pilares do Campão Cultural, pois reforça nosso compromisso com a democratização da cultura. Levar espetáculos de teatro, dança, música e outras linguagens artísticas para as comunidades mais distantes do centro é garantir que todos os campo-grandenses tenham acesso à riqueza cultural que o festival oferece. Essa iniciativa não só valoriza os artistas locais, mas também fortalece a identidade cultural de cada região da cidade. Estamos muito animados com essa edição e certos de que o Circuito Comunidades vai deixar um legado de inclusão e transformação social”.

A programação do Circuito Comunidades é bem variada e acontece na primeira semana do Festival Campão Cultural, que vai de 27 a 30 de março de 2025. Começa na quinta-feira (27) com intervenção de grafite na Vila Almeida com Diego Zori (Verme).

Depois, das 14 às 22h, acontecem ainda na Vila Almeida o espetáculo de circo “Quem Não Sabe Faz ao Vivo”, com a Cia Bagaço; o espetáculo de teatro “A Princesa Engasgada”, com o Teatral Grupo de Risco e o show de música “Jerry Espíndola 60 anos”.

Na sexta-feira, dia 28, o Circuito Comunidades vai ao Tarsila do Amaral com intervenção de grafite com Rafael Vasconcelos. E das 14h às 22h acontece o espetáculo de circo “O Incrível Atirador de Facas”, do Circo Le Chapeau; o espetáculo de dança “Deriva”, da Associação Cultural Plataforme-se; o espetáculo de teatro “Uma Moça da Cidade, com o Grupo Ubú e o show de música “Origens”, com Renata Sena.

No sábado, dia 29, é o dia da programação no Aero Rancho, no Parque Ayrton Sena, com a intervenção de grafite com Thalya. A programação cultural vai das 14h às 22h com o Bloco de Carnaval Evoro Api; o espetáculo de teatro “Deslimites”, com o Grupo Navegantes; a performance de hip hop “Backstage of the Soul Crews; o espetáculo de dança “(Em)casulo, com o Grupo Jovem Beatriz de Almeida; o espetáculo de circo “Gran Finalle”, com a Cia Pisando Alto e finaliza com o show de música “Tropicapolca”, com Vozmecê.

No domingo, dia 30, nas Moreninhas, no Parque Jacques da Luz, será realizada a intervenção de grafite com Victor Mackalay durante todo o dia. Das 14h às 22h acontece a programação com a performance de hip hop “Suburbanas”; o espetáculo de circo “Balança Mas Não Cai”, com Társila Boneli; o espetáculo de teatro “Era Uma Vez”, com o Grupo Teatral Orendive; o Bloco de Carnaval Reggae e finaliza com o show de música “A Máquina Atemporal”, com Guga Borba.

Serviço

A programação completa está no site MS cultural no endereço: https://mscultural.ms.gov.br/festival/campao-cultural/

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