Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Cultura e Entretenimento
Bloco de rua mais antigo em atividade na Capital celebra memória e afeto
Publicado em 06/02/2026 7:08 - Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
Com o tema “Os antigos carnavais” e o mote “Do confete de ontem, à alegria de hoje!”, a festa convida foliões de todas as idades a revisitar tradições, fantasias clássicas e a essência mais genuína do carnaval de rua.
SIGA A SEMANA ON NO YOUTUBE, INSTAGRAM, FACEBOOK E WHATSAPP
Fundado na decada de 1990 por um grupo de profissionais da imprensa de Mato Grosso do Sul, o Bloco As Depravadas nasceu de uma conversa despretensiosa, em mesa de bar, mas carregada de desejo coletivo: colocar o carnaval na rua e criar um espaço de encontro, irreverência e integração social. O nome provocativo, como explicam seus criadores, é uma típica “manchete de jornalista”, pensada para chamar atenção e arrancar sorrisos. Ao longo de mais de três décadas, o bloco provou que a brincadeira sempre foi sinônimo de respeito, diversidade e amor pela cultura popular.
Quando sai o bloquinho?
A concentração acontece no sábado, 07 de fevereiro, das 9h às 14h, no tradicional Calçadão da Barão do Rio Branco, entre as ruas 14 de Julho e 13 de Maio, em frente ao histórico Bar do Zé — cenário que, curiosamente, também faz parte da própria origem do bloco. É ali que crianças, adultos, famílias inteiras e foliões de espírito leve se encontram para celebrar um carnaval democrático, aberto e cheio de histórias.
Entre as atrações musicais, a trilha sonora promete embalar gerações e despertar lembranças afetivas: as clássicas marchinhas de carnaval com a banda Charanga das Depravadas, muito samba com Daran Júnior e toda a alegria e energia do DJ Piti, garantindo um repertório vibrante, dançante e fiel à alma do carnaval de rua. Esse ano também teremos a presença da Cervejaria Prosa, que vai levar cerveja artesanal de Campo Grande!
Sugestão de fantasia
Para marcar os anos de glória, o convite é especial: resgatar as fantasias dos antigos carnavais. Pierrots, Colombinas, Piratas, Odaliscas e tantos outros personagens clássicos estão mais do que liberados. A proposta é viver a magia de um tempo em que o carnaval era feito de criatividade, improviso, alegria compartilhada e música espalhada pelas ruas.
Mais do que um bloco, As Depravadas se tornaram patrimônio afetivo do carnaval campo-grandense. Uma manifestação que atravessou gerações, resistiu ao tempo e segue viva, colorida e pulsante, reafirmando que tradição e alegria caminham juntas. Em 2026, o convite está feito: venha celebrar o ontem, o hoje e o sempre do carnaval de rua, com confete no chão, sorriso no rosto e o coração aberto para a folia.
Sobre a criação do Bloco As Depravadas
Criado por um grupo de profissionais da imprensa de Mato Grosso do Sul na década de 1990, o bloco tem um nome polêmico. Surgiu como homenagem a outro bloco de carnaval tradicional de um bairro de São Luís, capital do Maranhão, onde um colega e um dos criadores do bloco morou.
Os antigos integrantes e fundadores do bloco explicam que, na verdade, “As Depravadas” não passa de uma brincadeira para criar manchete, como é natural na imprensa.
“O nome do nosso bloco é uma manchete mesmo, coisa de jornalista. E, como cristão, sofro críticas por estar entre meus amigos e colegas de profissão num bloco de carnaval com este nome escandaloso, mas faço prevalecer a integração social e a grande contribuição que “As Depravadas” têm dado ao carnaval de rua de Campo Grande nas últimas três décadas”, disse Ademar Cardoso, jornalista há mais de 45 anos na capital.
O publicitário Maranhão Viegas, que morou por muitos anos em Campo Grande e é um dos criadores do Bloco “As Depravadas”, conta que a história é muito bacana e começou numa conversa de botequim.
“Foi numa mesa ali no Bar do Zé, a gente falando sobre carnaval de rua e brincando sobre isso. Lá pelas tantas, alguém disse ‘ah, mas aqui não tem essa tradição’. Foi aí que juntou eu, o fotógrafo Roberto Higa, o publicitário Ariosto Mesquita, o Luiz, o saudoso jornalista Luca Maribondo, mais um monte de gente e começamos a sentir necessidade de botar o bloco na rua, literalmente. Foi então que nasceu “As Depravadas”. Não sei se as pessoas sabem, mas havia um bloco similar na minha infância, lá no Bairro Madre Deus, em São Luís do Maranhão. Era o bloco “Depravadas”, que já mantinha essa tradição de bloco de sujos onde os homens saíam vestidos de mulher e as mulheres saíam vestidas de homem”, ressalta Viegas.
Estação Cultural promove 2ª edição do “Todos os Violões do Mundo”
Deixe um comentário