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Blog do Alex Fraga

Festival Etnocultural mostra a força de uma fronteira integrada

Dois dias de atividades que mostraram a formação da identidade de nosso povo

Publicado em 11/06/2025 11:40 - Alex Fraga

Divulgação Reprodução

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Ponta Porã mostra a sua força em valorizar a cultura, desenvolvendo um conjunto de valores, crenças, comportamentos e práticas que definem grupos sociais e organizações. O Festival Etnocultural, em mais uma edição realizado em dois dias (6 e 7 deste mês) na Praça Pedro Manvailer e no auditório da Prefeitura Municipal, deu exemplo para muitas cidades do Mato Grosso do Sul.

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Essa mistura de produção de arte, promoção de eventos culturais, educação e transmissão de conhecimentos e tradições – aproximando a população do conhecimento – é a maneira mais sensata de abrir mentes e principalmente mostrar que todo esse processo conjunto vale a pena investir na arte e educação com leveza.

Foram dois dias de intensas atividades que fizeram o Festival Etnocultural e Fronteira Criativa mostrasse que força e união conseguem ser fundamentais para a formação da identidade e organização de um povo.

A programação foi intensa e extremamente interessante, como por exemplo o “Diálogo Tereré Cultural – Coletivo Raiz (Projeto Arte na Praça PNAB Ponta Porã), concurso Literário de Artes, apresentação de dança (Herencias – elenco folclórico binacional), grupo juvenil Centro de Tradições Gaúchas Querência da Saudade, arte urbana com a Dança Hip Hop, show com o músico e cantor John Caetano e da banda Neblina.

O segundo dia foi mais além, com o Diálogo Literário que teve a participação do escritor, historiador e músico Rodrigo Teixeira, que falou de seu livro “Grupo Acaba: Os Cantadores do Pantanal”, e da cantora e escritora paraguaia Maria Rios, que apresentou sua obra “Cancioneras Paraguayas”.

A discussão sobre as mudanças climáticas e desenvolvimento, teve seu espaço, como também a importância do Circuito Cultural Guarani, que integra a fronteira pela arte, cultura e sustentabilidade. Aliás, um grande passo para a união dos povos da fronteira.

Na sequência, a população pode assistir outras apresentações culturais como da Associação Japonesa, do Grupo Sapicuá (UEMS), e os shows de Maria Rios (Assunção PY) e a banda Funkchula, também da capital paraguaia.

Vale ressaltar a importância do gestor cultural Eder Rubens da Silva, da Prefeitura Municipal de Ponta Porã e toda a sua equipe, que puderam reunir com muita sensibilidade e profissionalismo, pesquisadores, artistas, gestores e todos que lutam pelo crescimento da Cultura.

Foram dois dias intensos e que sem dúvida alguma mostraram mais uma vez que a arte é o caminho fundamental para queda de paradigmas e pensamentos sobre a nossa fronteira que é tão rica culturalmente.

ALEX FRAGA

É jornalista e profundo conhecedor da cultura sul-mato-grossense.

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