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Blog do Alex Fraga

Antonio Porto encanta com sua musicalidade ímpar

Compositor apresentou o show "As canções que me formaram"

Publicado em 28/01/2025 2:08 - Alex Fraga

Divulgação Reprodução

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O poeta judeu-ucraniano Leonid Pervomaisky, afirmou um dia: “Pouco importam as notas na música, o que conta são as sensações produzidas por ela”. Quem assistiu à apresentação musical de Antonio Porto (sem o acento, sim), o show “As canções que me formaram”, no último sábado, no pequeno e acolhedor espaço Teatro Grupo de Risco, em Campo Grande (MS), pode ter essa sensação gostosa de ouvir música de qualidade, mesclada com as nuances e transformadoras notas do violão desse grande artista sul-mato-grossense, que reside há um tempo em São Paulo (justamente por não ter o reconhecimento profissional que merece, pra variar).

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Mais de 100 pessoas privilegiadas ouviram músicas que podemos definir como encantadoras. Ele fez uma viagem em sua trajetória musical, cantando desde o disco Tropicália, passando por Pannis et Circencis (Mutantes), sua primeira grande influência e paixão pela música brasileira.

Uma plateia recheada de artistas, amantes da arte, assistiu Antonio Porto com muita atenção e silêncio a cada música que era rompida apenas com aplausos calorosos. No show, apresentado em voz e violão, deu para perceber (o que não é novidade, principalmente para esse jornalista) que esse artista é singular, muito além do que se faz por essas bandas de cá.

Grandes músicos de Campo Grande estiveram atentamente ouvindo Antonio, mas os considerados da “nova geração”, praticamente nenhum esteve no local. Talvez seja por essas coisas que penso ainda que tempos tenebrosos estão para chegar na música sul-mato-grossense.

Se você está iniciando nas artes, o óbvio é ir conhecer o que é bom. A desinformação (sinônimo de ignorância) é um ponto crucial ainda empregado em alguns desses “novos talentos”.

Mas continuamos… O músico, cantor e compositor da geração de ouro do Mato Grosso do Sul, Gilson Espíndola, teve a oportunidade de subir ao palco e cantar Renato Teixeira. Um instante de brilho.

Antonio estava feliz, não só pelo show em comemoração as suas “bodas de diamante de vida”, mas por que estava cantando músicas que gosta, para uma plateia de velhos e bons amigos, amantes da arte. Brincou, sorriu, emocionou-se e contou algumas de suas aventuras na Europa, mostrando influências musicais africanas.

Cantou também uma das mais belas canções de seu vasto e primoroso repertório: “Cordel Chinês”, parceria com Alexandre Lemos. Um primor, com arranjos diferentes. É isso que faz o grande artista. Assistir ao show “As canções que me formaram”, foi suavizar minha mente e corpo ainda dolorido devido a um acidente. Ouvir Antonio foi especial para todos que estiveram no Teatro Grupo de Risco… perdeu e muito quem não foi. Amei.

ALEX FRAGA

É jornalista e profundo conhecedor da cultura sul-mato-grossense.

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