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Como ensinar seu cão a dar a patinha e fortalecer o vínculo com ele
Publicado em 07/07/2025 5:12 - Sonia Peçanha
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Ensinar um cão a dar a patinha vai além de um truque simpático. A prática estimula o cérebro do animal, reforça o vínculo com o tutor e promove uma relação de confiança baseada em interações positivas.
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A técnica é simples, acessível e pode ser adaptada ao temperamento de cada animal. O uso do reforço positivo — por meio de petiscos, elogios ou carinho — é essencial para que o pet associe o comando a uma experiência prazerosa e esteja mais propenso a repetir o comportamento.
Primeiros passos
Especialistas recomendam iniciar o treinamento em um ambiente calmo, livre de distrações, para facilitar a concentração do animal. Ter petiscos à mão é fundamental, já que a recompensa imediata ajuda a marcar o comportamento correto.
O tom de voz também influencia. Comandos dados com tranquilidade e entusiasmo tendem a gerar melhores respostas do animal. Sessões curtas, diárias e positivas são mais eficazes do que longos períodos de treinamento.
Orientando os movimentos
O ideal é que o cão já esteja familiarizado com o comando “senta”. A partir dessa posição, aproxime a mão fechada com um petisco da pata do animal. Ele pode inicialmente tentar alcançar o alimento com o focinho, mas, ao persistir, tenderá a usar a pata.
Nesse momento, introduza o comando verbal, como “dá a patinha”, e ofereça a recompensa. O cão começa então a associar o gesto à palavra e ao agrado.
O processo pode ser dividido em três etapas, respeitando o ritmo do pet:
Toque simples: qualquer tentativa de encostar a pata já deve ser recompensada.
Elevação: à medida que o animal começa a levantar a pata, recompense apenas os gestos mais definidos.
Contato firme: passe a oferecer o petisco somente quando houver um toque claro na mão aberta.
Aprendizado com afeto
O reforço positivo tem se mostrado uma das abordagens mais eficazes no adestramento canino. Em vez de punições, baseia-se na valorização do comportamento desejado. Além de facilitar o aprendizado, fortalece o laço entre o animal e o tutor e estimula a colaboração espontânea.
Com o tempo, o gesto da “patinha” pode ser incorporado à rotina, reforçando o comportamento aprendido e mantendo o cão mentalmente estimulado. Mais do que um truque, torna-se uma forma a mais de comunicação entre tutor e pet.
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SONIA PEÇANHA
É veterinária no Rio de Janeiro.
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