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Poder

XP/Ipespe e Exame/Ideia confirmam liderança de Lula no 1º e 2º turnos

Publicado em 20/05/2022 12:00 -

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Nova pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (20) revela um quadro de extrema estabilidade na disputa presidencial, que não sofreu alterações desde o último estudo do instituto há 15 dias. Lula (PT) mantém os 47,8% dos votos válidos, seguido de Jair Bolsonaro (PL), com 34,7% no principal cenário estimulado.

Em votos totais, a pesquisa se mantém exatamente como há 15 dias com Lula com 44%, Bolsonaro com 32% e Ciro Gomes (PDT) com 8%. A única migração se deu na soma dos demais candidatos, que eram 6% e agora são 8%, e entre brancos, nulos e indecisos, que caiu 2 pontos, de 10% para 8%.

A pesquisa espontânea – em que não são revelados os nomes dos candidatos – também se mostra inalterada com Lula sendo citado pelos mesmos 39% e Bolsonaro pelos mesmos 29%. Indecisos são 16% – eram 18% – brancos e nulos são 9% – eram 8% – e os outros candidatos somam 7% – eram 6%.

Lula vence todos os adversários em simulações de segundo turno: 53% a 34% contra Bolsonaro; 53% a 25% contra Ciro; e 54% a 20% contra Doria. Ciro vence Bolsonaro – 44% a 40% -, que só ganha a disputa contra o ex-governador tucano, por 40% a 38%.

Foram realizadas 1.000 entrevistas por telefone nos dias 16, 17 e 18 de maio. A margem de erro máxima é de 3,2 pontos percentuais e o índice de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08011/2022. 

Leia a íntegra 

Lula tem 41% das intenções de voto, contra 32% de Bolsonaro, diz Exame/Ideia

A nova pesquisa Ideia, encomendada pela revista Exame, também mostra um quadro de estabilidade na disputa presidencial, com Lula mantendo a liderança, com 41% das intenções de voto, enquanto o presidente Jair Bolsonaro aparece com 32%.

O petista teve oscilação negativa de 1 ponto percentual, mesma variação que teve o atual chefe do Executivo desde a última pesquisa Exame/Ideia, realizada há 15 dias.

Considerando apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, Lula chega a 46%, patamar próximo de uma vitória no primeiro turno. Jair Bolsonaro (PL) teria 35,9% dos válidos.

O levantamento divulgado nesta sexta-feira (20) mostra ainda que Ciro Gomes (PDT), com 9% das intenções de voto totais, e João Doria, com 2%, também oscilaram um ponto para menos em relação à pesquisa anterior.

Em seguida, quatro candidatos registram 1% cada: Simone Tebet (MDB), Sofia Manzano (PCB), André Janones (Avante) e Felipe D'Ávila (Novo). Os demais não chegam a 1% dos votos. Brancos e nulos são 6% e indecisos 8%.

O levantamento mostra ainda que Lula segue vencendo Bolsonaro na simulação de segundo turno por 46% a 39%. A distância entre os dois é de 7 pontos percentuais, a menor em um ano – na pesquisa de abril, a diferença diferença era de 9 pontos. Brancos e nulos somaram 15%.

A pesquisa Exame/Ideia ouviu 1,5 mil pessoas por telefone entre os dias 14 e 19 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-01734/2022.

Campanha de Lula quer 'libertar' verde-amarelo 'sequestrado' por Bolsonaro

O evento de apresentação da pré-candidatura de Lula e Alckmin à Presidência e Vice-Presidência da República, no último dia 7, abraçou o verde e amarelo. O petista fez seu discurso em frente a uma grande bandeira do Brasil enquanto, no telão, tremulavam as cores nacionais. A logomarca provisória com o lema "Vamos Juntos pelo Brasil" também utilizou uma bandeira estilizada. Esse padrão deve ser adotado ao longo da campanha.

Não que o vermelho estivesse banido, pelo contrário, estava presente em roupas e bandeiras dos militantes presentes no Expo Center Norte, em São Paulo, mas havia uma clara intenção de dar protagonismo ao verde-amarelo pela comunicação do evento.

A ideia, segundo membros da campanha ouvidos pela coluna, é demonstrar que o momento não é apenas a apresentação da pré-candidatura de Lula e Alckmin, mas representa um movimento cívico pela democracia. E, ao mesmo tempo, resgatar cores e símbolos que passaram a ser adotados extensivamente por uma parte da direta desde 2015.

"Bolsonaro não é o dono do verde-amarelo, mas o povo brasileiro. A campanha não esconde o vermelho, mas está libertando o verde e o amarelo, sequestrado desde o impeachment de Dilma e depois com Bolsonaro", afirmou um membro da campanha à coluna.

A coligação de Lula e Alckmin terá PT, PSB, PC do B, PV, Rede, PSOL e Solidariedade.

O ex-governador do Maranhão Flávio Dino (PSB) estava no palco do evento. Afirmou à coluna que esta eleição envolve disputas de programas, mas também de valores. "A bandeira da defesa da pátria sempre nos pertenceu, basta lembrar da campanha 'O Petróleo é Nosso'. Lula hoje destacou a soberania nacional como um eixo estruturante do nosso programa", afirma.

Soberania foi uma das palavras mais pronunciadas pelo ex-presidente Lula em seu discurso, que, na maior parte do tempo, seguiu um roteiro escrito. O tema é relevante para a esquerda, mas também para uma parte da direita, inclusive os militares.

Lula tratou não apenas da soberania relacionada à segurança nacional, mas também à defesa de riquezas minerais, florestas, rios, mares e biodiversidade.

"O verde e o amarelo têm uma importância simbólica imensa no imaginário do povo brasileiro. São cores que não pertencem a uma só candidatura. Natural e positivo que a campanha do Lula incorpore as cores da bandeira, entre outras que já fazem parte da tradição de esquerda", disse à coluna o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, que também estava próximo ao ex-presidente, junto com os líderes dos outros partidos

"Veste a bandeira do Brasil quem quer abrasileirar o preço da gasolina no país, quem quer garantir alimentação saudável e de qualidade para mais de 80 milhões que vivem em insegurança alimentar, quem não bate continência à bandeira dos Estados Unidos. Lula e Alckmin são verde e amarelo", afirmou o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), presente ao evento.

A referência à continência à bandeira dos EUA é uma provocação a Bolsonaro, que já fez isso em mais de uma ocasião.

No segundo turno das eleições de 2018, a campanha de Fernando Haddad (PT) também deu centralidade ao verde e ao amarelo em seu material de campanha. Bolsonaro, desde aquela época, insiste como um de seus motes de que "a nossa bandeira jamais será vermelha".


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