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Poder
Publicado em 25/02/2022 12:00 -
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Nova rodada da pesquisa Ipespe sobre as eleições presidenciais de outubro, divulgada nesta sexta (25), confirma que Lula estacionou na liderança e Jair Bolsonaro (PL) consolidou seus eleitores. Ele empata tecnicamente com João Doria e Eduardo Leite (PSDB) e Sergio Moro (Podemos) no segundo turno, mas perde para o petista e o ex-governador Ciro Gomes (PDT).
Lula atingiu 43% na pesquisa estimulada em setembro do ano passado, mesmo índice que ostenta agora. Desde então, varia um ponto a mais ou a menos. Em dezembro de 2021, atingiu 36% na pesquisa espontânea – aquela em que não são oferecidas opções ao entrevistado. Hoje, conta com 35%.
Já Bolsonaro tinha 28%, em setembro do ano passado, na pesquisa estimulada, chegou a 24% em dezembro e, agora, tem 26%. Em janeiro, o presidente teve 25% na pesquisa espontânea, chegou a cair a 23% e voltou a 25% agora.
Se conseguir manter esse quarto do eleitorado, ele não será ultrapassado por nenhum outro candidato, mesmo que 62% dos eleitores afirmem que não votariam nele de jeito nenhum. Ele aposta que mais eleitores virão quando o impacto do Auxílio Brasil de R$ 400, entre outros gastos públicos, fizeram-se sentir.
Isso o levaria à decisão para o segundo turno, quando a tática será apostar no antipetismo. A quantidade dos que não votariam nem amarrados no petista é de 43%.
Nesse período, tanto Lula quanto Bolsonaro variaram dentro da margem de erro, segundo a pesquisa Ipespe, de 3,2 pontos percentuais.
O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, que chegou a marcar 18% na pesquisa Ipespe de abril de 2020, vem mantendo-se em 8% desde janeiro deste ano. Está tecnicamente empatado com Ciro, que chegou a marcar 11% antes de Moro se apresentar como pré-candidato e, agora, está com 7%.
No pelotão a seguir, o governador João Doria (PSDB) se mantém com 3%. André Janones (Avante) tem 1%, mesma marca da senadora Simone Tebet (MDB), do governador Eduardo Leite (PSDB) e de Felipe dÁvila (Novo). A somatória dos pré-candidatos da terceira é de 22% – quatro pontos a menos que os 26% de Jair.
No segundo turno
Lula continua vencendo todos os adversários com folga no segundo turno. Contra Bolsonaro, ele marca 54% a 32%. A diferença, que está em 22 pontos, já foi de 25, em janeiro – uma variação dentro da margem de erro.
Outro que venceria o presidente no segundo turno fora da margem de erro é Ciro (47% a 35%).
Contudo, Doria (que já teve sete pontos de vantagem sobre Bolsonaro no segundo turno), agora estaria tecnicamente empatado com ele, marcando 39% a 36%.
Moro, que também já esteve sete pontos à frente, agora aponta 33% frente a 32% do ex-chefe. A disputa de segundo turno entre ambos tem um dado pitoresco: o total de eleitores que prefere votar em branco e anular ou que diz não saber o que faria é, numericamente, maior que a votação dos dois: 35%.
Eduardo Leite (PSDB) teria 35% frente a 39% de Bolsonaro em um segundo turno, o que também caracteriza empate técnico. Ele pode migrar para o PSD para disputar o Palácio do Planalto após ter perdido as prévias em seu partido.
Exame/Ideia
A nova pesquisa Exame/Ideia, divulgada na quinta-feira (24), também confirmou o favoritismo do ex- presidente Lula na corrida ao Palácio do Planalto. O petista lidera, isolado, a disputa com 42% das intenções de voto. Atrás dele, está o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 27%. Em terceiro e quarto lugares estão o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 10%, e o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%.
Lula subiu um ponto percentual na comparação com o último levantamento do instituto, publicado há um mês. Já Bolsonaro cresceu no limite da margem de erro. Na pesquisa anterior, o chefe do Executivo registrou 24% das intenções de voto no primeiro turno. Apesar disso, o fundador do Ideia, Maurício Moura, ressalta que na comparação com outros presidentes que tentaram a reeleição, Bolsonaro está na pior situação, com indicadores de rejeição muito altos.
O presidente é o candidato mais rejeitado pelos eleitores. Até 47% afirmaram à pesquisa que não votariam nele “de jeito nenhum”. Na sequência, aparecem Lula (37%), João Doria (PSDB), com 23%, Ciro Gomes (20%) e Moro (17%). Mas ao menos 61% do eleitorado acredita que Bolsonaro “não merece ser reeleito”. Outros 35% indicam que o atual governo merece mais quatro anos no poder, enquanto 4% não sabem.
Rejeição a Bolsonaro
A desaprovação da gestão do governo federal chegou a 50%, e continua como uma das mais altas da série histórica, desde que ele assumiu o cargo, em janeiro de 2019. Uma ligeira queda em relação à pesquisa anterior, quando 55% dos brasileiros não aprovavam a maneira como Bolsonaro governa.
O levantamento, contudo, não indica uma redução na distância entre Lula e Bolsonaro. Em eventual segundo turno, o ex-presidente lidera todos os cenários. Contra o atual, o petista alcança 49% das intenções de voto, ante 35% do candidato do PL. Segundo a pesquisa Exame/Ideia, é a menor margem entre todos os nomes testados contra Bolsonaro. O que indica que a disputa é mais alta entre os dois nomes e que a chamada terceira via está enfraquecida.
A pesquisa ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 a 22. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais como para celulares. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-05955/2022.
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