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Poder
Publicado em 22/07/2022 12:00 -
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A nova rodada da pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira 21 mostra que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) é reprovado pela maioria dos brasileiros. Ao todo, 55% dos entrevistados indicaram não concordarem com as ações e políticas da atual gestão. Por outro lado, 41% indicaram aprovação.
O levantamento, apesar de revelar um quadro negativo ao ex-presidente, indica uma lenta trajetória de melhora, segundo os pesquisadores. De janeiro até o atual resultado, o ex-capitão recuperou 10 pontos percentuais na sua avaliação positiva. A negativa, por sua vez, recuou 6 pontos.
A pesquisa monitorou também a avaliação do trabalho individual de Bolsonaro. Neste caso, o ex-capitão foi apontado como um presidente ‘ruim’ ou ‘péssimo’ também pela maioria. Ao todo, 50% dos entrevistados fizeram esse apontamento. A outra ponta, que considera Bolsonaro ‘bom’ ou ‘ótimo’, soma 34%. As linhas seguem tendência semelhante às da aprovação, com leve recuperação da popularidade.
Ao olhar com mais detalhes para o perfil dos brasileiros que indicam maior reprovação ao atual presidente é possível ver que Bolsonaro segue com os piores resultados entre mulheres, jovens e idosos, moradores do Nordeste e entre os eleitores mais pobres. Ele se sai um pouco melhor entre os mais ricos, eleitores do Sul do Brasil e entre os homens.

O perfil de eleitores que avaliam Bolsonaro como ‘ruim’ ou ‘péssimo’ também é semelhante. Novamente, mulheres, eleitores da menor e da maior faixa de idade, nordestinos e pessoas com menor renda são os que mais indicam uma perspectiva negativa ao ex-capitão.

Um recorte eleitoral da pesquisa, divulgado na manhã de quarta-feira 20, indicou derrota de Bolsonaro para o ex-presidente Lula em primeiro e em segundo turno. Segundo o levantamento, o ex-capitão reúne 37% de intenções de voto, ante 43% do petista. Em um eventual segundo turno a desvantagem cresce: 51% dos eleitores são favoráveis a Lula e só 38% preferem Bolsonaro.
Reprovação do presidente avança entre os evangélicos
A reprovação ao governo Bolsonaro entre os eleitores evangélicos variou 7 pontos percentuais para cima em apenas 15 dias, segundo o PoderData. Ao todo, o ex-capitão soma 46% de desaprovação no grupo. O volume era de 39% no início do mês.
O dado contrasta com a intensa agenda de Bolsonaro entre os evangélicos nos últimos meses. Com foco em ampliar votos em uma das bases eleitorais consideradas das mais fiéis a ele, em julho, o ex-capitão participou de eventos como a Marcha para Jesus em diferentes cidades e seminários e palestras para pastores de diferentes denominações. O presidente chegou a viajar para diferentes cidades no mesmo dia para participar de compromissos com o segmento.
Nas agendas, importante ressaltar, ele tornou a alimentar seus discursos conservadores. Usando bandeiras ideológicas em pautas como aborto, família e armas, atacou o ex-presidente Lula (PT) e cobrou que líderes evangélicos o ajudassem a derrotar o principal adversário.
Nos eventos, também se justificou a mulheres sobre políticas e compromissos considerados não essenciais e altamente reprovados pelo grupo, como a liberação de armas e as motociatas. Incomodado com o apoio da cantora Anitta a Lula, ele também fez um apelo para que evangélicos dessem ‘uma chegada’ nos jovens. Seu conselho foi que os pais repetissem a teoria infundada de que Lula representa o fim das redes sociais e impedirá o livre uso dos celulares.
Nenhuma das pautas, no entanto, parece ter circulado bem entre a base. Não por acaso, as curvas de aprovação e reprovação voltaram a se aproximar. Ao passo que a linha negativa subiu, a positiva desceu. No início do mês, antes das agendas, Bolsonaro tinha 53% de aprovação, acima dos 49% registrados nesta quinta. A inversão das curvas também ocorre na esteiras dos recentes escândalos envolvendo pastores no MEC.
Vale ressaltar que, como a margem de erro no segmento é de 3,5 pontos percentuais, as variações de 7 pontos percentuais para cima na reprovação e de 4 pontos para baixo na aprovação estariam dentro dos limites da pesquisa. A oscilação negativa, no entanto, está no limite da margem e rompe uma estabilidade nos números registrada nas comparação das duas pesquisas anteriores.
Católicos
A pesquisa PoderData também mediu as taxas de aprovação e reprovação de Bolsonaro entre os católicos. Neste caso, o ex-capitão soma 60% de menções negativas ao seu trabalho e só 36% positivas. Vale ressaltar que, apesar de ter apoio mais intenso entre os evangélicos, Bolsonaro se diz católico.
O levantamento da PoderData desta quinta-feira está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07122/2022. A margem de erro geral da pesquisa é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. Ela foi contratada pelo site Poder360 e, para chegar aos resultados, entrevistou 3 mil eleitores entre os dias 17 e 19 de julho.
No recorte eleitoral divulgado na quarta-feira 20, Bolsonaro aparece sendo derrotado por Lula em primeiro e em segundo turno. Segundo o levantamento, o ex-capitão reúne 37% de intenções de voto, ante 43% do petista. Em um eventual segundo turno a desvantagem cresce: 51% dos eleitores são favoráveis a Lula e só 38% preferem Bolsonaro.
Para chegar aos resultados, a PoderData, pesquisa contratada pelo site Poder360, entrevistou 3 mil eleitores entre os dias 17 e 19 de julho. A margem de erro do levantamento geral é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07122/2022. É importante destacar que a margem de erro pode variar para cada um dos públicos segmentados, os índices para cada caso estão destacados nas imagens.
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