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Mato Grosso do Sul
Publicado em 03/02/2021 12:00 -
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O deputado estadual Jamilson Name (sem partido) começou, no último dia 2, o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Name é investigado na Operação Omertá por suspeita de ser um dos comandantes de uma organização criminosa suspeita de execuções em Mato Grosso do Sul. A defesa dele já entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) pedindo um Habeas Corpus para o deputado.
No último dia 29, a justiça já tinha definido um prazo de 24 horas para que Jamilson se apresentasse à Unidade Mista de Monitoramento Virtual de Mato Grosso do Sul para colocar a tornozeleira eletrônica.
Na decisão, o juiz Roberto Ferreira Filho ainda deferiu parcialmente um pedido da defesa do deputado estadual, para que Jamilson possa manter contato apenas com a mãe, Tereza Name e Eronivaldo Silva Vasconcelos Júnior, mantendo-se a cautelar de proibição de contato com outros acusados e testemunhas da operação Omertá.
Já o pedido de HC foi realizado pelo advogado de Jamilson, Gustavo Passarelli da Silva, e aguarda julgamento na 1ª Vara Criminal de Campo Grande. Passarelli já havia informado que iria recorrer da decisão na última sexta-feira (29). "Depois de reflexão mais detida sobre o teor da decisão e de suas implicações para o processo, usaremos a utilização das vias cabíveis para sua revisão junto à 2ª Instância", afirmou, na ocasião. Ainda não há data para o julgamento do pedido da defesa do deputado.
Operação Omertá
Jamilson Name é suspeito de fazer parte da organização chefiada pelo pai, Jamil Name. Jamil está preso desde o ano passado em Mossoró (RN), acusado de chefiar uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho, homicídios, extorsão, corrupção de agentes públicos e tráfico de armas.
A primeira fase da operação Omertá foi deflagrada em setembro de 2019. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Gaeco prenderam empresários, policiais e, na época, guardas municipais, investigados por execuções no estado.
A suspeita é que o grupo supostamente comandado por Jamil Name e o filho, Jamil Name Filho tenham executado pelo menos três pessoas na capital sul-mato-grossense, desde junho de 2018. Outras mortes também estão sendo investigadas.
A última morte atribuída ao grupo até o momento é do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos. Ele foi atingido por tiros de fuzil no dia 9 de abril, quando manobrava o carro do pai, na frente de casa, para pegar o dele e buscar o irmão mais novo na escola.
Pouco mais de um mês depois, no dia 19 de maio de 2019, policiais do Garras e do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) apreenderam um arsenal com um guarda municipal, em uma casa no Jardim Monte Libano. Foram apreendidos 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições.
Segundo as investigações do Gaeco, esse arsenal pertencia ao grupo preso na operação Omertà. A força-tarefa investiga se as armas foram usadas em crimes de execução nos últimos meses.
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