22/04/2024 - Edição 540

Campo Grande

Campo Grande passa ofertar vacina contra a Dengue em mais de 40 unidades de saúde

Capital muda forma de diagnosticar covid e testes só devem ser aplicados em casos graves

Publicado em 16/02/2024 9:27 - Semana On, G1MS – Edição Semana On

Divulgação PMCG

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), ampliou os locais para vacinação contra a dengue em crianças de 10 a 11 anos. Nesta quinta-feira, dia 15 de fevereiro, o imunizante já está disponível em mais de 40 unidades básicas e de saúde da família espalhadas pelas sete regiões urbanas do município.

De acordo com o balanço da Sesau, do dia 11 ao dia 14 de fevereiro, 852 crianças de 10 e 11 anos foram vacinadas em Campo Grande. A expectativa é de que a procura aumente nos próximos dias. Conforme a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, o município deverá adotar outras estratégias para ampliar a cobertura vacinal, como a realização de ações itinerantes em locais de grande circulação de pessoas.

“Com isso pretendemos facilitar ainda mais o acesso à vacina, sobretudo aos finais de semana, e imunizar o maior número de crianças o mais rápido possível”, diz. A secretária reitera a importância da população continuar fazendo a sua parte para evitar o aumento na proliferação do mosquito e, consequentemente, o número de casos da doença.

“É importante que as pessoas entendam que a vacina é um método complementar e que é necessário manter os cuidados do cotidiano. Cuidar do quintal e evitar o acúmulo de água parada”, lembra.

A primeira remessa de vacinas chegou no município no último sábado, dia 10 de fevereiro. Foram 24.639 doses, que devem ser destinadas exclusivamente a crianças de 10 e 11 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde. A expectativa é vacinar ao menos 90% do público previsto nesta primeira etapa, estimado em 28 mil crianças nesta faixa-etária.

A vacinação deve avançar para outras idades assim que forem sendo entregues novas doses pelo fabricante da Qdenga, até alcançar todo o público-alvo de 10 a 14 anos.

Onde se vacinar?

7h15 às 10h45 e de 13h às 16h45

Centro
UBS 26 de Agosto

Segredo
UBS Cel Antonino
C.F Nova Lima
USF São Francisco
USF Jd. Presidente
USF Estrela do Sul
USF Vida Nova

Bandeira
USF Universitário

Imbirussu
USF Zé Pereira
USF Silvia Regina
USB Popular
USF Aero Itália
USF Ana Maria do Couto
USF Serradinho

Prosa
USF Noroeste
USF Marabá
USF Mata do Jacinto
USF Nova Bahia
USF Estrela Dalva

Anhanduizinho
UBS Dona Neta
USF Alves Pereira
USF Cohab
USF Mario Covas
USF Paulo Coelho Machado
USF Macaúbas
C.F Iracy Coelho
USF Aero Rancho IV
USF Aero Rancho Granja
USF Parque do Sol
USF Dom Antônio
USF Botafogo
USF Nova Esperança

Lagoa
USF Bonança
USF Buriti
USF São Conrado
USF Tarumã
USF Vila Fernanda
USF Antártica
USF Batistão
USF Coophavilla II
USF Santa Emília

Sem testes, capital reduz atendimentos para detecção de Covid

Campo Grande mudou a forma de diagnosticar a covid. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o teste da doença só será feito em pacientes com sintomas graves, caso contrário, as pessoas com sintomas gripais devem receber o diagnóstico clínico.

A medida foi uma das alternativas tomadas pela SES por causa do desabastecimento dos testes rápidos nas unidades de saúde. Em nota, a secretaria informou que desde novembro de 2023 já existia o alerta sobre a limitação do exame.

Devido a essa defasagem, a Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau) tem adotado um novo protocolo para o diagnóstico da doença.

“Qualquer paciente que tenha diagnóstico de síndrome gripal leve, ou seja, uma dor de garganta ou uma febre, dor no corpo, é caracterizado e, com isso, esse paciente tem que ser avaliado pelo médico, se achar necessário. Após a avaliação do médico, se ele não fechar um diagnóstico clínico epidemiológico, é solicitado um teste”, explicou a secretária municipal de saúde de Campo Grande, Rosana Leite.

A secretária reforça que, com o fim dos testes rápidos, os casos mais graves serão submetidos ao RTPCR, que coleta a secreção por meio do Swab, conhecido como teste do cotonete. O exame, dito como padrão ouro, leva de 3 a 5 dias para ter resultado e é capaz de identificar novas variantes da doença.

Para alguns especialistas, a mudança significa deixar de ter o controle sobre a covid. “Para fins de notificação, é preciso que o paciente esteja com o teste positivo para que ele entre em estatística”, explicou o médico infectologista, Rodrigo Nascimento.

A Sesau afirma que, caso o paciente tenha um diagnóstico clínico positivo para covid, ele deve sair da unidade de saúde com um atestado de 7 dias de isolamento, mesmo período indicado para quem faz o teste. Depois desse tempo, o paciente pode retornar, normalmente, para as atividades e convivência.

Conforme a superintendência do Ministério da Saúde, todos pacientes têm indicação de realização de testes para diagnóstico etiológico.

A Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde informa que os testes rápidos estão em fase final de compra com entrega prevista para março, e que há testes moleculares disponíveis em toda rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é para testar e ter apoio ao diagnóstico, principalmente no momento em que pode haver circulação concomitante de outros vírus e novas variantes do SARS-CoV-2.


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