15/06/2024 - Edição 540

Campo Grande

Após 13 dias de suspensão parcial de atividades, Hospital de Câncer Alfredo Abrão retoma atendimentos a novos pacientes

A instituição havia suspendido essas atividades no dia 22 de fevereiro deste ano, em razão de uma paralisação de médicos, provocada por crise financeira do hospital

Publicado em 08/03/2023 9:02 - Semana On

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O Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), em Campo Grande, retomou na terça-feira (7) os atendimentos a novos pacientes. A instituição havia suspendido essas atividades no dia 22 de fevereiro deste ano, em razão de uma paralisação de médicos, provocada pela crise financeira da entidade em decorrência de um déficit mensal de R$ 770 mil.

As atividades foram retomadas após uma reunião na segunda-feira (6), entre o Ministério Público Estadual (MPMS), governo do estado e prefeitura de Campo Grande, definir um repasse emergencial de recursos para atender a instituição.

O governo repassou R$ 3,489 milhões por meio de um convênio já firmado anteriormente. Já a prefeitura se comprometeu a repassar R$ 300 mil até está quarta-feira (8). Os recursos do município representam a primeira parcela de verba federal, no valor de R$ 2,609 milhões, do Ministério da Saúde, referente a procedimentos oncológicos já realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o HCAA, os recursos serão utilizados na compra de insumos, medicamentos e para o pagamento de fornecedores.

Segundo o presidente do Hospital de Câncer, Amilcar Silva Júnior, uma solução definitiva sobre o déficit mensal do hospital deverá ser discutido em outra reunião com o Poder Público.

“O HCAA agradece a sensibilidade das autoridades que nos acolheram e buscaram essa solução conjunta emergencial, para dar continuidade ao atendimento no hospital. Acreditamos que de agora em diante, a solução para o déficit deva ocorrer o mais breve possível para propiciar o equilíbrio financeiro do HCAA, que trata com qualidade os pacientes oriundos do SUS atendendo 70% de todo o atendimento oncológico do estado”, apontou Amilcar.

Durante a paralisação dos novos atendimentos médicos, 500 primeiras consultas deixaram de ser realizadas. Segundo o diretor-clínico do hospital, João Paulo Villalba, a regulação deverá encaixá-las com urgência nas agendas disponíveis.

Um dos novos pacientes que já foi atendido nesta terça é o mecânico Adenilson Teixeira. Ele viajou cerca de 400 quilômetros para fazer a primeira consulta no hospital.

Adenilson ainda não tem um diagnóstico se está ou não com câncer, mas vai fazer alguns exames e encaminhar para o hospital para dar sequência no atendimento.


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